Fachin manda governo do Rio se manifestar sobre críticas a plano para reduzir letalidade policial

Questionamentos foram feitos pelo PSB, pela Defensoria Pública estadual e por outras entidades, que pedem que a Corte não aceite o plano do governo fluminense, que seria ‘genérico’

(Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE.)


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247 - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 7, que o governo do Rio de Janeiro se manifeste sobre questionamentos feitos sobre o plano para reduzir letalidade policial no estado.

Os questionamentos foram feitos pelo PSB, pela Defensoria Pública estadual e por outras entidades, que pedem que a Corte não aceite o plano do governo fluminense. Essas entidades apontam que o plano tem medidas genéricas sem cronograma ou previsão de recursos financeiros para sua implantação.

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Fachin é relator de uma ação no STF apresentada pelo PSB, que questiona os métodos de segurança pública no Rio de Janeiro. O plenário do Supremo, em fevereiro, aprovou uma série de medidas a serem adotadas pelas autoridades do Rio de Janeiro para reduzir a letalidade em operações policiais, como a prioridade de investigações de casos que envolvam crianças e adolescentes, limitações às buscas sem autorização judicial e a instalação de GPS e câmeras corporais nos policiais.

Esta semana, no entanto, o PSB, a Defensoria Pública e as demais entidades apresentaram documento ao STF apontando descumprimento da decisão e que o estado do Rio "não fez o seu dever de casa, isto é, não elaborou um plano".

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"A leitura do Decreto Estadual n° 47.802/2022, nota-se (i) que é  feita referência à instalação de câmeras somente em viaturas especiais, como helicópteros e blindados, (ii) que sequer são mencionados os sistemas de GPS, e (iii) que não há nenhuma alusão à prioridade que deve ser dada às comunidades mais pobres na implantação desses equipamentos. Além disso, ao fazer uso do termo 'câmeras', o referido ato normativo não deixa claro que o sistema de gravação deve abarcar não somente vídeo, como também áudio", diz trecho do documento.

Segundo as entidades, o decreto estadual é apenas uma "carta de intenções absolutamente genéricas, que não tem nenhum compromisso real com a redução da letalidade policial no estado".

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"Falta objetividade às medidas elencadas no referido decreto. Na verdade, em muitas passagens, o documento se limita a repetir comandos dados pelo STF, sem ingressar no nível de detalhamento que se espera de um plano voltado à redução efetiva da letalidade policial no Estado do Rio de Janeiro, elaborado pela própria Administração Pública," dizem.

Denuncia-se também que o decreto quer “reduzir ao máximo a vitimização de inocentes", mas "se a política de redução se volta apenas para a tutela de supostos 'inocentes', ela não é nem legítima, nem eficaz", e que o governo "aposta, sobretudo, na aquisição de mais material bélico para as polícias".

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O decreto "não contempla a necessidade de se elaborar protocolos de uso proporcional e progressivo da força e de abordagem policial e busca pessoal, para se evitar práticas de filtragem racial" e não trata do afastamento de policiais envolvidos em mortes durante operações.

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