Executivos da Vale fizeram “seguro reputação” de US$ 150 milhões após tragédia de Brumadinho
Logo depois da tragédia de Brumadinho, causada pela Vale em 25 de janeiro de 2019, uma das primeira medidas da empresa foi contratar um seguro de 150 milhões de dólares para proteger o patrimônio pessoal e outros aspectos da vida de seus executivos
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Fórum - Enquanto o Brasil e o mundo lamentavam as mortes, os sobreviventes destroçados e os danos ambientais da tragédia de Brumadinho, os executivos da Vale estavam trabalhando com muito afinco… para salvar as próprias peles.
Uma das primeiras ações foi a de usar o Seguro de Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores (D&O), mais conhecido no mercado como “seguro reputação”. O serviço é muito comum nos Estados Unidos, e serve para proteger os membros do alto escalão de uma grande empresa em casos de grande repercussão, como desastres ambientais ou processos de corrupção.
O seguro usado pela Vale garantiu aos seus executivos uma ampla defesa jurídica, a proteção do patrimônio pessoal dos principais executivos, e também dos atos e decisões tomadas por eles. A cobertura custou a empresa cerca de 150 milhões de dólares.
A tragédia de Brumadinho levou ao afastamento de quatro executivos da Vale: Fabio Schvartsman (presidente), Peter Poppinga (responsável pela área de ferrosos e carvão do grupo), Lúcio Flávio Gallon Cavalli (responsável pelo planejamento) e Silmar Magalhães Silva (operações do corredor sudeste). No entanto, todos continuam recebendo salários da Vale, e apenas Poppinga corre o risco de ser responsabilizado criminalmente pelo acidente.
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