Ex-secretário de Transportes, Baldy diz que foi alvo da Lava Jato por estar no governo Doria

Alexandre Baldy também questionou a legitimidade de seu caso ser conduzido pela Lava-Jato do Rio, chefiada pelo juiz Marcelo Bretas, aliado de Jair Bolsonaro

Alexandre Baldy e Marcelo Bretas
Alexandre Baldy e Marcelo Bretas (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | ABr)


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247 - O ex-secretário de Transportes de São Paulo Alexandre Baldy disse, ao jornal O Globo, que foi alvo da Lava Jato por estar no governo de João Doria. Ele afirmou que o fato de ser ex-ministro e secretário de Doria “pode ter motivado a produção da delação e dos fatos que foram colocados nas investigações”. 

O secretário também questionou a legitimidade de seu caso ser conduzido pela Lava-Jato e pela Justiça do Rio, chefiada pelo juiz Marcelo Bretas, aliado de Jair Bolsonaro. “Acredito que, se eu não estivesse no governo de João Doria, essas investigações e todas as suas consequências teriam ocorrido em Goiás ou em Brasília”, afirmou.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu nesta quarta-feira, 23, suspender a ação penal contra o secretário licenciado de Transportes de São Paulo.

Baldy é acusado, no âmbito da força-tarefa da Lava-Jato do Rio de Janeiro, de receber propina de dirigentes da organização social Pró-Saúde e da empresa Vermute entre 2014 a 2018, enquanto atuava como ministro das Cidades do ex-presidente Michel Temer. Delatores afirmam que o secretário recebia pagamentos para fins eleitorais. Advogados de defesa alegam, portanto, que a Justiça Federal não tem competência para acompanhar o caso.

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Gilmar Mendes suspendeu a ação, assim como medidas cautelares como buscas e apreensão e o sequestro de bens, até que o STF decida se irá encaminhar, ou não, a investigação à Justiça Eleitoral.

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