Ex-delegado é condenado a 97 anos de prisão no Rio
O ex-delegado da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA) Fernando Cesar Magalhães Reis foi condenado a 97 anos de prisão pela Justiça, pois, de acordo com a denúncia do Ministério Público (MP-RJ), o ex-delegado comandava uma organização criminosa, composta por agentes da DPMA, para extorquir dinheiro de empresários; os policiais civis José Luiz Fernandes Alves e Conrado Zimmermann Coimbra também receberam a mesma pena; laudos periciais apontavam crimes ambientais inexistentes e, como consequência, as vítimas eram ameaçadas de prisão em flagrante ou de instauração de investigação
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Rio 247 - O ex-delegado da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA) Fernando Cesar Magalhães Reis foi condenado a 97 anos de prisão pela Justiça, pois, de acordo com a denúncia do Ministério Público (MP-RJ), o ex-delegado comandava uma organização criminosa, composta por agentes da DPMA, para extorquir dinheiro de empresários. Os policiais civis José Luiz Fernandes Alves e Conrado Zimmermann Coimbra também receberam a mesma pena.
O grupo era chefiado por Fernando Reis e por seu "homem de confiança", José Luiz Fernandes Alves, que recebia ordens e era o responsável pela administração operacional da arrecadação de propina realizada diretamente por seus comparsas, integrantes das equipes de investigação da DPMA, intituladas Fênix. Laudos periciais apontavam crimes ambientais inexistentes e, como consequência, as vítimas eram ameaçadas de prisão em flagrante ou de instauração de investigação.
Em alguns casos, as vítimas eram sequestradas ou mantidas como reféns por mais de oito horas, enquanto o preço do resgate era negociado. Os donos das empresas também eram ameaçados com armas de fogo, para cederem às extorsões. No caso da "pancada", o percentual arrecadado destinado aos chefes da organização era de 40%, sendo que os restantes 60% eram divididos entre agentes os que participavam das diligências. Algumas extorsões chegavam a R$ 300 mil.
Também as chamadas "merendas", acertos fixos e mensais criados a partir de uma intervenção policial na sede da empresa. O valor das propinas mensais variava de R$ 500 a R$ 6 mil, dependendo do porte da empresa.
Na mesma decisão, foram condenados os policiais civis Anderson Pinheiro Rios a 76 anos e 8 meses de prisão; Diogo Ferrari, a 44 anos de prisão; Márcio André Martins Benevides, a 20 anos de prisão, e Rogério Rodrigues França, a 11 anos, 7 meses. Todos foram condenados pelos crimes de organização criminosa, extorsão, extorsão mediante sequestro e concussão.
Os réus Lucas Lopes Zimmermann Coimbra e Cesar Augusto Zimmermann Coimbra foram condenados a 23 anos, 9 meses e 11 anos e 8 meses de prisão, respectivamente, pelos crimes de organização criminosa, extorsão e concussão.
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