Ex-delegado do Dops, hoje pastor, vira réu acusado de queimar corpos na ditadura
Cláudio Antonio Guerra, ex-integrante do Dops e hoje pastor evangélico, virou réu na Justiça Federal acusado de destruir 12 cadáveres entre 1974 e 1975, incinerando-os em fornos em Campos dos Goytacazes (RJ)
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - Acusado de destruir 12 cadáveres entre 1974 e 1975 quando era delegado a serviço da ditadura militar brasileira, o hoje pastor evangélico Cláudio Antonio Guerra, 79, virou réu na Justiça Federal, informa a Folha de S.Paulo.
Guerra, que à época integrava o Dops (Departamento de Ordem Político Social), é acusado de incinerar os corpos em fornos de uma usina de açúcar desativada em Campos dos Goytacazes (RJ).
"O pastor foi enquadrado por crime de ocultação de cadáver. O Ministério Público Federal foi notificado na terça (22) sobre a decisão da juíza Flávia Rocha Garcia, da 2ª Vara Federal de Campos, de acatar a denúncia feita pelo procurador Guilherme Virgílio", conta a reportagem.
Em março, Guerra resumiu assim à Folha o período em que, segundo o próprio, matou ou ajudou a sumir com corpos de militantes de esquerda: "Fiz algumas coisas que não foram boas".
No documentário "Pastor Cláudio", lançado neste ano, Guerra comenta ao ser questionado sobre nomes de desaparecidos durante o regime militar: "Esse aí eu matei", "esse eu incinerei".
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247