Ex-assessora de Baleia Rossi é investigada por suspeita de caixa dois em SP

Justiça de São Paulo investiga se a SG.COM Comunicação Organizacional e Eventos, empresa da jornalista Gislaine Faria Spagnollo, que trabalhou para Baleia Rossi (MDB-SP), omitiu da Justiça Eleitoral pagamentos recebidos de um contrato assinado com a campanha de Vicente Juliano Minguili Canelada (MDB) em Pederneiras (SP), onde o emedebista se elegeu prefeito

Deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato à presidência da Câmara
Deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato à presidência da Câmara (Foto: Divulgação)


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247 - O Judiciário de São Paulo investiga uma ex-assessora do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), candidato à presidência da Câmara, é investigada por suspeita de participar de uma operação de caixa dois em campanha do MDB no interior do estado, em 2016, quando o parlamentar era presidente do diretório estadual do partido na ocasião. Ele foi citado na denúncia anônima que deu origem à investigação e, por consequência, a Promotoria enviou o ofício para a Polícia Federal também apurar o caso. O dossiê foi entregue ao Ministério Público em setembro de 2018.

A jornalista Gislaine Faria Spagnollo, que trabalhou para o gabinete de Baleia Rossi na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados, foi alvo de uma denúncia anônima enviada para o Ministério Público de Pederneiras, de acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo

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Uma das acusações apontou que a empresa da jornalista, a SG.COM Comunicação Organizacional e Eventos, omitiu da Justiça Eleitoral pagamentos que recebeu de um contrato assinado com a campanha de Vicente Juliano Minguili Canelada (MDB), eleito prefeito naquele ano no município do interior de São Paulo. 

Segundo a denúncia, foi assinado um contrato entre a SG.COM e Vicente Canelada no valor de R$ 22,5 mil para assessoria da campanha do emedebista. O registro deste gasto na Justiça Eleitoral, porém, foi de apenas R$ 5.000.

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Também foi citada no dossiê uma pesquisa eleitoral encomendada para Vicente Canelada e não registrada pela campanha. 

Outro lado

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Gislaine disse ter sido contratada por Vicente Canelada após encontro dele com Baleia Rossi, que presidia o partido no estado. "Ele [Vicente Canelada] já tinha encontrado comigo em outras ocasiões por conta do deputado e me convidou para trabalhar para ele", afirmou. 

A jornalista disse que não foi intimida pela Polícia Federal e afirmou que o documento de R$ 22,5 mil assinado entre a SG.COM e Vicente Canelada apresentado na denúncia anônima era um pré-contrato. Durante as negociações o valor caiu para R$ 5.000, complementou.

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A assessoria do deputado Baleia Rossi disse que a jornalista prestou serviços de assessoria em comunicação e divulgação do mandato do deputado até abril de 2017.

"Ao que consta, o caso em questão não envolve nenhuma irregularidade sobre esses serviços prestados ao deputado”, diz a nota. “Como prestadora de serviços, Gislaine soube dividir suas tarefas até abril de 2017. Ela nunca teve vínculo funcional com o gabinete".

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