Estudo: apenas 1.7% das operações policiais em favelas cariocas são eficientes

Estudo da UFF classifica 85% das operações policiais em favelas da Região Metropolitana do Rio entre 2007 e 2020 como desastrosas, ineficientes ou pouco eficientes

85% das operações entre 2007 e 2020 foram desastrosas, ineficientes ou pouco eficientes, segundo o esquema de classificação dos estudiosos
85% das operações entre 2007 e 2020 foram desastrosas, ineficientes ou pouco eficientes, segundo o esquema de classificação dos estudiosos (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


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247 - As operações policiais nas favelas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro têm apenas 1.7% de eficiência, resultando em muitas mortes e poucas apreensões de armas, apontam pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF). Entre 2007 e 2020, 85% das operações são classificadas como desastrosas, ineficientes ou pouco eficientes.

O estudo divide em "desastrosa", "ineficiente", "pouco eficiente", "razoavelmente eficiente" ou "eficiente" com base em fatores como o impacto humano das operações, motivações estratégicas e judiciais e apreensões. 

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"As operações concentram parte significativa dos recursos financeiros, tecnológicos e humanos do governo do Estado e são também a principal circunstância em que se dá a letalidade policial. Por essa razão, é imprescindível a construção de indicadores que possam contribuir para tornar público o escrutínio sobre a eficiência dessas ações", apontam os pesquisadores no relatório.

Somente nos últimos 9 meses, as forças policiais do Rio de Janeiro mataram 797 pessoas em operações nas favelas na Região Metropolitana. 

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O STF (Supremo Tribunal Federal) começou na última sexta-feira (16) e continua nesta segunda (19) a debater o tema. Em agosto do ano passado, o plenário da Corte decidiu por restringir amplamente as operações policiais em favelas enquanto durar a pandemia da Covid-19.

Um resumo do estudo foi publicado no Estadão.

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