Estudantes da UFRJ seguem acampados em local cedido para os Jogos Olímpicos

Após reunião à noite com a vice-reitora, Denise Fernandes Lopez Nascimento, o chefe de gabinete, Agnaldo Fernandes, e a superintendente de Assuntos Políticos, Vera Salim, os estudantes exigiram a presença do reitor, Roberto Leher, na negociação; o diretor do Centro Acadêmico dos Estudantes da UFRJ, Pedro Paiva, afirmou que o grupo não sairá do local até que o contrato de utilização do campo pelos agentes de segurança seja cancelado; segundo ele, "a UFRJ não pode ser conivente com esses jogos que estão violando direitos humanos da população com remoções, falta de transporte, repressão que deve se acirrar durante o evento"

Após reunião à noite com a vice-reitora, Denise Fernandes Lopez Nascimento, o chefe de gabinete, Agnaldo Fernandes, e a superintendente de Assuntos Políticos, Vera Salim, os estudantes exigiram a presença do reitor, Roberto Leher, na negociação; o diretor do Centro Acadêmico dos Estudantes da UFRJ, Pedro Paiva, afirmou que o grupo não sairá do local até que o contrato de utilização do campo pelos agentes de segurança seja cancelado; segundo ele, "a UFRJ não pode ser conivente com esses jogos que estão violando direitos humanos da população com remoções, falta de transporte, repressão que deve se acirrar durante o evento"
Após reunião à noite com a vice-reitora, Denise Fernandes Lopez Nascimento, o chefe de gabinete, Agnaldo Fernandes, e a superintendente de Assuntos Políticos, Vera Salim, os estudantes exigiram a presença do reitor, Roberto Leher, na negociação; o diretor do Centro Acadêmico dos Estudantes da UFRJ, Pedro Paiva, afirmou que o grupo não sairá do local até que o contrato de utilização do campo pelos agentes de segurança seja cancelado; segundo ele, "a UFRJ não pode ser conivente com esses jogos que estão violando direitos humanos da população com remoções, falta de transporte, repressão que deve se acirrar durante o evento" (Foto: Leonardo Lucena)


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Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mantêm nesta sexta-feira (15) a ocupação de um campo de futebol no campus da Praia Vermelha, zona sul, que havia sido cedido para a organização dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O local servirá de base para agentes federais de segurança durante o megaevento.

A ocupação começou na madrugada de ontem (14) e, após reunião à noite com a vice-reitora, Denise Fernandes Lopez Nascimento, o chefe de gabinete, Agnaldo Fernandes, e a superintendente de Assuntos Políticos, Vera Salim, os estudantes exigiram a presença do reitor, Roberto Leher, na negociação. Leher está na Bahia, mas deve se reunir com os alunos hoje no fim do dia, segundo sua assessoria de comunicação.

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O diretor do Centro Acadêmico dos Estudantes da UFRJ, Pedro Paiva, afirmou que o grupo não sairá do local até que o contrato de utilização do campo pelos agentes de segurança seja cancelado.

“A forma como foi feita essa forma de contrato de concessão do campinho passou longe da democracia. Não soubemos de nada, foi feito tudo às escuras e a reitoria tomou essa decisão sem fazer o debate com a comunidade acadêmica”, disse ele. “Acreditamos que a UFRJ não pode ser conivente com esses jogos que estão violando direitos humanos da população com remoções, falta de transporte, repressão que deve se acirrar durante o evento. A universidade deve repudiar esse evento”, acrescentou o líder estudantil.

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Demandas

Os alunos também aproveitam a ocupação para pedir a conclusão das obras do restaurante universitário do campus da Praia Vermelha, creche para os filhos de mães estudantes, gestão compartilhada da universidade, entre outras demandas.

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“Houve uma inversão de prioridades completa. O Laboratório Anti-doping e o campo de Hugby foram feitos no campus do Fundão para os jogos em tempo recorde, mas o bandejão da Praia Vermelha para os estudantes, que será construído em contêiner, está há dois anos e meio no papel”, criticou.

O único campus da UFRJ com bandejão é o do Fundão, na Ilha do Governador, zona norte. Em junho, um grupo de estudantes ocupou o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs) para reivindicar restaurantes nos campi do centro e da Praia Vermelha.

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A reitoria garantiu, por meio de sua assessoria de comunicação, que os estudantes não serão retirados à força. O contrato de cessão do espaço ao Ministério da Justiça, segundo a reitoria, prevê o uso exclusivo do local por veículos da Polícia Rodoviária Federal que vão realizar o deslocamento dos chefes de Estado e que a operação não interferirá na rotina acadêmica, principalmente porque os estudantes estarão de férias.

Sobre as demais demandas dos estudantes, a reitoria da UFRJ respondeu que tem se reunido periodicamente com o Conselho de Assistência Estudantil para discutir várias ações com os estudantes e tentar aprimorar estratégias e ações para uma gestão compartilhada.

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