"Estou há mil dias cobrando o Estado brasileiro, sem resposta", diz Mônica Benício, viúva de Marielle
"São mil dias sem paz, uma dor infinita que atravessa meu peito diariamente", relata Mônica Benício, viúva de Marielle, assassinada em 14 de março de 2018, vítima de um crime ainda sem respostas
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247 - Viúva da vereadora Marielle Franco e agora vereadora eleita pelo PSOL no Rio de Janeiro com 22.999 votos, Mônica Benício divulgou nota nesta segunda-feira (7) denunciando mil dias sem resposta para uma única pergunta: quem mandou matar Marielle?
A vereadora, executada na noite de 14 de março de 2018, "lutava por dias melhores para o nosso povo, criticava o atual modelo de segurança pública, que produz a polícia que mais mata e também a que mais morre, direcionada a agredir e até matar grupos de pessoas", escreve Mônica.
Na terça-feira (8) completam-se mil dias desde o assassinato de Marielle, e o Estado brasileiro segue "sem resposta" para o crime. "São mil dias sem paz, uma dor infinita que atravessa meu peito diariamente", relatou a viúva.
Leia na íntegra:
"Estou há mil dias cobrando o Estado brasileiro sobre o atentado político contra Marielle Franco. Sem resposta. Até agora ninguém foi sequer julgado. São mil dias sem paz, uma dor infinita que atravessa meu peito diariamente desde a noite de 14 de março de 2018. No dia 15 foi a última vez que a vi. Ela já não tinha mais vida. Tenho denunciado o Brasil, de forma incansável, no mundo todo por esse atentado a nossa democracia e esta grave violação dos Direitos Humanos, por entender que as autoridades do país devem responder quem matou e quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes. Retiraram de mim minha esposa, o grande amor da minha vida. Arrancaram do Rio uma liderança política que lutava por dias melhores para o nosso povo. Marielle criticava o atual modelo de segurança pública, que produz a polícia que mais mata e também a que mais morre, direcionada a agredir e até matar grupos de pessoas (negras, LGBTI+, jovens das favelas e periferias, entre outros). Esse modelo não nos serve. Queremos uma outra sociedade, onde prevaleça o respeito à vida para todas, todos e todes. E essa sociedade que queremos não é possível de ser construída sem Justiça, sem saber quem mandou matar Marielle Franco.
Mônica Benício".
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