Metrô-SP: governo Tarcísio é criticado por tirar nome de Paulo Freire e fazer homenagem a bandeirante explorador de indígenas
O nome de filósofo conhecido como o "patrono da educação brasileira" foi trocado por um bandeirante conhecido como "caçador de esmeraldas". Políticos e internautas reagiram

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247 - O Metrô de São Paulo mudou o nome da futura estação da Linha 2- Verde Paulo Freire para Fernão Dias. No estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro (PL), um dos maiores educadores do mundo, conhecido como o "patrono da educação brasileira", foi trocado por um bandeirante conhecido como "caçador de esmeraldas", e responsável por explorar a população indígena.
O nome do educador constava na estação desde 2013. O nome foi alterado, mas a obra dessa estação não começou porque depende de outras desapropriações para o início dos trabalhos. Ela será construída na Avenida Educador Paulo Freire próximo à Rodovia Fernão Dias.
Em nota, o Metrô, empresa controlada pelo governo paulista, disse que a escolha dos nomes de estações é feita por estudos e pesquisa de opinião com moradores das regiões próximas. Mas a empresa não esclareceu em que período foi realizada a pesquisa e quantas pessoas participaram. Também não respondeu desde quando essa consulta é realizada e quais outras estações estão em processo de escolha do nome.
"Para a estação Fernão Dias, o processo - pesquisa de toponímia e pesquisa de opinião - foi concluído em 2022 e esse nome obteve a maior quantidade de respostas na pesquisa de opinião (57%), em relação aos outros dois nomes possíveis: Paulo Freire (29%) e Parque Novo Mundo (14%)", respondeu o Metrô em nota.
Paulo Freire
Paulo Freire (1921-1997) foi um educador e filósofo brasileiro amplamente considerado um dos teóricos da educação mais influentes do século XX. Suas ideias tiveram um impacto significativo na prática e na política educacional, particularmente nas áreas de alfabetização e educação de adultos.
A obra mais famosa de Freire é seu livro "Pedagogia do oprimido" (1968), no qual ele argumenta que os sistemas educacionais tradicionais são inerentemente opressivos e contribuem para a perpetuação da desigualdade social. Ele propôs uma abordagem alternativa para a educação que chamou de "pedagogia crítica", que enfatiza a importância do diálogo e da colaboração entre professores e alunos no processo de aprendizagem.
Na visão de Freire, a educação deve ser um processo de aprendizado mútuo, no qual professores e alunos trabalham juntos para examinar criticamente questões sociais e políticas e desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmos e de seu mundo. Ele acreditava que a educação deveria capacitar os indivíduos a se tornarem agentes de mudança social e a desafiar as estruturas de poder que contribuem para a desigualdade e a opressão.
As ideias de Freire foram influentes não apenas no campo da educação, mas também no ativismo social e político. Seu trabalho foi traduzido para vários idiomas e continua a ser amplamente estudado e discutido por educadores, acadêmicos e ativistas em todo o mundo.
Fernão Dias
Fernão Dias (c. 1608-1681) foi um explorador e bandeirante português (termo usado para os pioneiros brasileiros que exploraram e conquistaram o interior do Brasil durante o século XVII). Ele é mais conhecido por suas expedições ao interior do Brasil em busca de ouro e pedras preciosas.
Dias nasceu em Portugal e migrou para o Brasil no início do século XVII. Rapidamente se envolveu em expedições bandeirantes e fez várias viagens bem-sucedidas ao interior, o que lhe valeu o apelido de "Caçador de Esmeraldas".
Em 1674, Dias partiu em sua mais famosa expedição, focada em encontrar as lendárias minas de ouro e diamantes conhecidas como "El Dorado" ou "a Terra da Rainha de Sabá". Embora não tenha encontrado o mítico tesouro, descobriu ricas jazidas de ouro na região do atual estado de Minas Gerais, que se tornou uma das mais importantes regiões garimpeiras do Brasil.
Dias era conhecido por sua bravura, astúcia e habilidade como explorador, bem como por sua capacidade de negociar com os povos indígenas e estabelecer relações amistosas com eles. Morreu em 1681, deixando um legado como um dos mais importantes bandeirantes e exploradores da história do Brasil. Várias cidades e rodovias do Brasil levam seu nome em homenagem às suas contribuições para a história e desenvolvimento do país.
(Artigo escrito com apoio de inteligência artificial)
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