Enquanto Rio privatiza, grandes cidades como Paris e Berlim reestatizaram saneamento

Reportagem da BBC Brasil mostra que o Brasil segue na contramão do mundo ao incentivar a privatização das companhias estatais de água e esgoto; mapeamento feito por onze organizações majoritariamente europeias mostra que da virada do milênio para cá foram registrados 267 casos de "remunicipalização", ou reestatização, de sistemas de água e esgoto; estudo divulgado nessa sexta-feira, 23, detalha experiências de cidades que recorreram a privatizações de seus sistemas de água e saneamento nas últimas décadas, mas decidiram voltar atrás - uma longa lista que inclui lugares como Berlim, Paris, Budapeste, Bamako (Mali), Buenos Aires, Maputo (Moçambique) e La Paz

Rio de Janeiro - Manifesta��o de funcion�rios da Cedae termina em confronto com a Pol�cia Militar no centro da capital fluminense (Tomaz Silva/Ag�ncia Brasil)
Rio de Janeiro - Manifesta��o de funcion�rios da Cedae termina em confronto com a Pol�cia Militar no centro da capital fluminense (Tomaz Silva/Ag�ncia Brasil) (Foto: Aquiles Lins)


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247 - Reportagem da BBC Brasil mostra que o Brasil segue na contramão do mundo ao incentivar a privatização das companhias estatais de água e esgoto. Mapeamento feito por onze organizações majoritariamente europeias mostra que da virada do milênio para cá foram registrados 267 casos de "remunicipalização", ou reestatização, de sistemas de água e esgoto.

O estudo divulgado nessa sexta-feira, 23, detalha experiências de cidades que recorreram a privatizações de seus sistemas de água e saneamento nas últimas décadas, mas decidiram voltar atrás - uma longa lista que inclui lugares como Berlim, Paris, Budapeste, Bamako (Mali), Buenos Aires, Maputo (Moçambique) e La Paz.

A coordenadora para políticas públicas alternativas no Instituto Transnacional (TNI), centro de pesquisas com sede na Holanda, Satoko Kishimoto, afirma que a reversão vem sendo impulsionada por um leque de problemas reincidentes, entre eles serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes.

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"Em geral, observamos que as cidades estão voltando atrás porque constatam que as privatizações ou parcerias público-privadas (PPPs) acarretam tarifas muito altas, não cumprem promessas feitas inicialmente e operam com falta de transparência, entre uma série de problemas que vimos caso a caso", explica Satoko à BBC Brasil.

O Rio de Janeiro foi o primeiro se posicionar pela privatização. A venda da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) é uma das condições impostas pelo governo federal para o pacote de socorro à crise financeira do Estado.

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A privatização da Cedae foi aprovada em fevereiro deste ano pela Alerj, gerando polêmica e protestos no Estado. De acordo com a lei aprovada, o Rio tem um ano para definir como será feita a privatização. Semana passada, o governador Luiz Fernando Pezão assinou um acordo com o BNDES para realizar estudos de modelagem.

Leia a reportagem na íntegra

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