Endividamento volta a pesar nas contas do Rio
Déficit nas contas públicas do estado do Rio de janeiro ao fim deste ano de 2015 é estimada atualmente em R$ 13 bilhões; parte do rombo tem a ver com as receitas dos royalties do petróleo; com a queda do preço do barril, o estado passou a receber menos recursos que o previsto; na contramão da queda da receita, as despesas com o funcionalismo foram crescentes; em 2010, o estado (somados todos os poderes) gastou R$ 12,2 bilhões com pessoal e encargos sociais; em quatro anos, o valor passou para R$ 19,7 bilhões (em valores correntes, variação de 62%); não foi o que aconteceu com a receita; no mesmo período, subiu de R$ 49,9 bilhões para R$ 74,2 bilhões (variação de 48%); governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) criou novo imposto sobre o o petróleo para tentar equilibrar as contas
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Rio 247 - O déficit nas contas públicas do estado do Rio de janeiro ao fim deste ano de 2015 é estimada atualmente em R$ 13 bilhões. Parte do rombo tem a ver com as receitas dos royalties do petróleo. Com a queda do preço do barril, o estado passou a receber menos recursos que o previsto quando elaborou o orçamento.
A crise mais visível este ano nem de longe lembra o ritmo de despesas do estado em outros períodos. Com Luiz Fernando Pezão como candidato a sucedê-lo, o então governador Sérgio Cabral despejou dinheiro no Programa Somando Forças. O plano consiste na assinatura de convênios de obras com as prefeituras do interior. Durante 2014, o estado aplicou nada menos que R$ 1,5 bilhão no programa, maior valor registrado desde a sua criação, em 2010, após Cabral rebatizar um projeto que tinha a mesma finalidade no governo Rosinha.
As despesas também foram crescentes com o funcionalismo. Em 2010, o estado (somados todos os poderes) gastou R$ 12,2 bilhões com pessoal e encargos sociais. Em quatro anos, o valor passou para R$ 19,7 bilhões (em valores correntes, variação de 62%). Não foi o que aconteceu com a receita. No mesmo período, subiu de R$ 49,9 bilhões para R$ 74,2 bilhões (variação de 48%).
O economista Gilberto Braga, professor do Ibmec, considera que o endividamento ano após ano poderia ter sido evitado. Segundo ele, a decisão de enfatizar um programa de repasse de recursos para prefeituras, como o Somando Forças, é da natureza política.
"O importante era criar uma base de sustentação política para a reeleição da presidente Dilma e eleger o próprio Pezão. Isso foi feito com sucesso. Politicamente, é fácil de se entender o que aconteceu. Certamente, poderia ter sido reservado algum montante para época de crise ou ter diminuído os repasses. No entanto, é muito fácil falar isso hoje. Na época, o cenário para 2015 não era tão claro, e o governo apostou todas as fichas em que as receitas continuariam a subir. O endividamento nunca foi discutido com seriedade nos últimos anos, porque havia um cenário favorável. As receitas cresciam, e a análise da capacidade financeira do estado era muito favorável. Então, o estado surfou no período de bonança e agora vai ter dificuldade neste período de vacas magras", avaliou.
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