Em crise, maternidade do hospital Rocha Faria não atende gestantes
Os hospitais da rede municipal na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro têm sofrido com falta de profissionais, insumos e até limpeza; o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, por exemplo, não tinha servido de maternidade neste domingo (3); além da falta de remédios e material hospitalar o funcionário não tem comida.
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Rio 247 - Os hospitais da rede municipal na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro têm sofrido com falta de profissionais, insumos e até limpeza. O Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, por exemplo, não tinha servido de maternidade neste domingo (3). De acordo com informações do Bom Dia Rio, divulgadas nesta segunda-feira (4), além da falta de remédios e material hospitalar o funcionário não tem comida.
"Está faltando comida. Hoje não vai ter almoço. Já estamos sabendo que não vai ter almoço. E as pacientes que estão lá dentro foram tomar café agora, meio dia. Isso é hora de tomar café? Meio dia. E leite puro. Não tem equipamento pra limpeza. Tá faltando praticamente quase tudo", afirmou Santinaria Santos Vieira. "São 20 anos que eu trabalho aqui dentro dessa unidade nunca vi do jeito que está, nunca vi. Estou sem pagamento e trazendo a marmita, desde ontem que a unidade está sem alimentos. Eu trouxe pão francês, porque não tá tendo café da manhã, não tá tendo alimentação nem pros funcionários", diz funcionária.
O Prefeito Marcelo Crivella afirmou, na sexta-feira (1), que o pior momento na saúde pública do Rio "já passou". "A crise está passando, os piores momentos, graças a Deus (pausa), já passaram. E estamos repondo tudo, pagando salários e vamos vencer", destacou o prefeito.
A direção do Hospital Municipal Rocha Faria esclareceu que quatro médicos obstetras que estariam de plantão neste domingo (3) pediram demissão. Como consequência, foram disponibilizadas três ambulâncias que redirecionaram as pacientes para outras maternidades da rede municipal de saúde. A direção do hospital informou que quatro gestantes foram transferidas para outra maternidade da rede.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) cobrou uma solução do problema à organização social gestora da unidade, Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS).
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