Em 2020, governo de São Paulo descartou intervenção na Prevent Senior: "segue normas de biossegurança"
O secretário municipal de Saúde, no entanto, pediu a intervenção citando diversas irregularidades nos hospitais da operadora que hoje estão sendo reveladas pela CPI da Covid
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247 - Em março de 2020, a Secretaria de Saúde do governo de São Paulo descartou fazer uma intervenção nos hospitais da rede Prevent Senior na capital paulista, informa a CNN Brasil.
Para nortear a decisão, a secretaria se baseou em um Relatório Técnico de Inspeção elaborado pela própria pasta a partir de uma inspeção realizada em 19 de março em um dos hospitais da operadora de saúde.
No documento, a gestão estadual afirma que “a instituição segue normas de biossegurança”. “Apesar do grande número de pacientes internados e da gravidade dos casos, verificou-se que a instituição segue normas de biossegurança, disponibilizando recursos para que os profissionais executem suas atividades, estabelecimento de fluxos e acompanhamento diário no cumprimento das normas estabelecidas, treinamentos e restrição de fluxo de pessoas nos locais em que há casos confirmados ou suspeitos, como forma de minimizar o risco de transmissão Sars-Cov-2".
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo, no entanto, em ofício encaminhado em 27 de março de 2020 pelo secretário Edson Aparecido ao então secretário estadual, José Henrique German, pede que os hospitais da Prevent Senior sofram uma intervenção.
Aparecido ainda cita boa parte das acusações que atualmente vêm sendo reveladas pela CPI da Covid. “Considerando os laudos das visitas técnicas realizadas pela equipe de vigilância que apontaram subnotificação de casos suspeitos, falhas no isolamento de casos confirmados, não coleta do teste para influenza nos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), não testagem de profissionais de saúde afastados com quadro de síndrome gripal, falta de kits para testagem, internação de casos de SRAG na UTI sem a confirmação do agente etiológico favorecendo a transmissão cruzada de agentes de transmissão respiratória aos demais pacientes dispostos na mesma unidade de terapia intensiva. Considerando o primeiro caso de óbito ocorrido no município de SP em 17 de março divulgado pela mídia uma vez que não houve a notificação oportuna da instituição aos órgãos competentes. Considerando o Boletim Epidemiológico do Município de São Paulo que aponta 39 óbitos nos hospitais da instituição, solicitamos a intervenção temporária no hospital Sancta Maggiore – unidades Paraíso, Pinheiros e Jardim Paulista até que a instituição cumpra as normas do Código Sanitário Vigente".
A solicitação do secretário, porém, nunca foi sequer respondida.
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