Em 15 dias, violência deixa 16 mil estudantes sem aulas no Rio

Caveirão no portão de entrada, armas escondidas na quadra e policiais nos pátios já são parte da rotina dos alunos da rede pública de ensino nas escolas do Rio; só nos primeiros 15 dias de julho, a violência na capital fluminense deixou, pelo menos, 16.853 alunos fora das salas de aula por, no mínimo, um dia; no bairro de Santa Cruz, traficantes invadiram a quadra do Ciep Primeiro de Maio, e fizeram buracos no muro para colocar as armas e se proteger durante confrontos; em Nova Brasília, no conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte, uma UPP está sediada no pátio de um colégio

Caveirão no portão de entrada, armas escondidas na quadra e policiais nos pátios já são parte da rotina dos alunos da rede pública de ensino nas escolas do Rio; só nos primeiros 15 dias de julho, a violência na capital fluminense deixou, pelo menos, 16.853 alunos fora das salas de aula por, no mínimo, um dia; no bairro de Santa Cruz, traficantes invadiram a quadra do Ciep Primeiro de Maio, e fizeram buracos no muro para colocar as armas e se proteger durante confrontos; em Nova Brasília, no conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte, uma UPP está sediada no pátio de um colégio
Caveirão no portão de entrada, armas escondidas na quadra e policiais nos pátios já são parte da rotina dos alunos da rede pública de ensino nas escolas do Rio; só nos primeiros 15 dias de julho, a violência na capital fluminense deixou, pelo menos, 16.853 alunos fora das salas de aula por, no mínimo, um dia; no bairro de Santa Cruz, traficantes invadiram a quadra do Ciep Primeiro de Maio, e fizeram buracos no muro para colocar as armas e se proteger durante confrontos; em Nova Brasília, no conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte, uma UPP está sediada no pátio de um colégio (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - Caveirão no portão de entrada, armas escondidas na quadra e policiais nos pátios já são parte da rotina dos alunos da rede pública de ensino nas escolas do Rio de Janeiro. Só nos primeiros 15 dias do mês de julho, a violência na capital fluminense deixou, pelo menos, 16.853 alunos fora das salas de aula por, no mínimo, um dia.

As escolas afetadas ficam em áreas nas quais houve confronto entre policiais e bandidos: Maré e Favela do Chapadão (Costa Barros), na Zona Norte, e nas comunidades do Rola e Antares (Santa Cruz), na Zona Oeste.

"Nos dias 30, 1°, 2 e 3 não tivemos aula. Semana passada também perdemos dois dias de aula e essa semana tivemos apenas meio período. É sempre uma situação de muita instabilidade para quem está na escola", disse uma professora do Ciep Elis Regina, que fica no conjunto de favelas da Maré, ocupado desde o dia 30 de junho pela PM para a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora.

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Segundo professores, as operações policiais não poderiam ocorrer durante o horário escolar mas, quando fosse inevitável, deveria haver um entendimento entre as secretarias e governos para que as escolas fossem avisadas e as aulas previamente suspensas. As informações são do G1.

Um confronto no conjunto de Favelas do Chapadão, na última terça-feira (14) deixou uma mulher morta e uma professora baleada. Ao todo, 5.645 alunos de oito escolas, três creches e dois espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI) ficaram sem aula. No dia 6 de julho, três mil alunos da rede municipal e 500 da rede estadual nas comunidades do Rola e Antares foram afetados.

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Muro de escola vira abrigo

Em Santa Cruz, traficantes invadiram a quadra do Ciep Primeiro de Maio, que fica entre as comunidades do Rola e Antares, e fizeram buracos no muro para colocar as armas e se proteger durante confrontos com policiais ou criminosos rivais ou policiais.

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"Eles ficam ali de vigia. A direção já tentou fechar diversas vezes, mas nunca conseguiu, pois eles mandam parar de colocar o tijolo e abrem novamente", afirmou uma professora da unidade.

A PM informou, em nota, que o comandante do 27°BPM (Santa Cruz) ressaltou que as operações são realizadas frequentemente para reprimir o tráfico de drogas e crimes. A polícia disse que, até o momento, não recebeu nenhum contato de alunos ou professores do colégio sobre a invasão de criminosos na unidade escolar.

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Pátio de escola abriga base de UPP

A base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte, está sediada no pátio do colégio estadual Teófilo de Souza Pinto. Quando a UPP foi inaugurada, em 2012, cerca de 1.400 alunos estavam matriculados na unidade escolar e, atualmente apenas 700 jovens continuam na escola.

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Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), a base vai funcionar em outro local, assim que as obras da futura sede terminarem. Mas a CPP informou que não há prazo definido para que a mudança ocorra. 

Aulas são repostas

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A Secretaria Municipal de Educação disse que o conteúdo perdido por conta dos casos de violência no entorno das escolas são repostos. Com o objetivo de garantir assistência aos alunos e professores, a secretaria mantém o Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (NIAP), composto por pedagogos, psicólogos e assistentes sociais.

A Secretaria de Estado de Educação informou que a interrupção de aulas, quando necessária, é pontual e em período parcial, sem prejuízos educacionais. Os conteúdos perdidos são repostos, de acordo com o planejamento elaborado pela direção.

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