Eduardo Bolsonaro ataca a Globo e ameaça fechar regime

Inconformado com a citação a Jair Bolsonaro nas investigações sobre a morte de Marielle Franco, o deputado Eduardo Bolsonaro fez uma analogia com o Chile e disse que black blocs de lá estão "incendiando metrôs, ônibus, bancos". O objetivo é tomar o poder, disse ele. "Uma hora o presidente vai ter que largar o poder para acalmar os vândalos ou encará-los”, afirmou

(Foto: Reuters | Reprodução | Alerj | PR)


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247 - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) respondeu à denúncia que envolve Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Segundo matéria veiculada pelo Jornal Nacional, o porteiro do condomínio onde o ocupante do Planalto mora no Rio citou o pai do congressista nas investigações sobre o assassinato. 

“No Chile o Foro de SP está incendiando metrôs, ônibus, bancos. Pres. Piñera fez concessões. Vocês acham que os black blocs lá pararam? Que nada. O objetivo não é pauta social, é tomar o poder. Uma hora o presidente vai ter que largar o poder para acalmar os vândalos ou encará-los”, afirmou o parlamentar no Twitter.

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Ainda no Twitter, o deputado do PSL afirmou que os repórteres da Globo “teriam olhado o Twitter do JB no dia 14/MAR/18. Ou consultado o registro de presença na Câmara. Não dá p crer que a Globo busca a verdade”.

De acordo com matéria do Jornal Nacional, o porteiro do condomínio onde mora Jair Bolsonaro no Rio disse ter ligado diretamente para a casa dele em 14 de março, dia do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL). O porteiro também afirmou que o próprio Bolsonaro atendeu ao telefone - neste dia, ele estava em Brasília (DF). Na época, ele era deputado federal.  Mas o jornalista Fernando Brito destacou no Tijolaço Bolsonaro tinha passagem para o Rio naquela data (veja aqui).

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Bolsonaro afirmou que está conversando com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ségio Moro, para que o porteiro de condomínio seja ouvido pela Polícia Federal. De acordo com o juristas Pedro Serrano, o mandatário pode sofrer impeachment por obstrução judicial (confira aqui).

Em live, o ocupante do Planalto criticou a Globo pela reportagem. "Isso é uma patifaria, TV Globo! TV Globo, isso é uma patifaria!" "É uma canalhice o que vocês fazem. uma ca-na-lhi-ce, TV Globo. Uma canalhice fazer uma matéria dessas em um horário nobre, colocando sob suspeição que eu poderia ter participado da execução da Marielle Franco, do PSOL", disse.

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Em nota lida pela jornalista Renata Lo Prete, a emissora afirmou que "não fez patifaria nem canalhice". "Revelou a existência do depoimento do porteiro e das afirmações que ele fez. Mas ressaltou, com ênfase e por apuração própria, que as informações do porteiro se chocavam com um fato: a presença do então deputado Jair Bolsonaro em Brasília, naquele dia, com dois registros na lista de presença em votações", diz o texto.

"Sobre a afirmação de que, em 2022, não perseguirá a Globo, mas só renovará a sua concessão se o processo estiver, nas palavras dele, enxuto, a Globo afirma que não poderia esperar dele outra atitude. Há 54 anos, a emissora jamais deixou de cumprir as suas obrigações".

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