Doria diz que Dimas Covas 'humilhou negacionistas' no depoimento à CPI

Segundo o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, “foi brilhante” na CPI da Covid, “porque falou a verdade”. “E a verdade sempre dói àqueles que são contrabandistas da mentira, que são defensores do negacionismo"

(Foto: Reprodução)


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247 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), exaltou a ida do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, à CPI da Covid, no Senado, nesta quinta-feira, 27. Em discurso no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, o governador paulista afirmou que o cientista "humilhou os negacionistas" em seu depoimento.

“Um cientista brasileiro, de São Paulo, Dimas Covas, falando a verdade e humilhando, com a verdade, as mentiras dos negacionistas, a mentira de um governo que se distancia cada vez mais do povo que o elegeu”, afirmou.

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"Ele foi brilhante porque falou a verdade - e a verdade sempre dói àqueles que são contrabandistas da mentira, que são defensores do negacionismo", reforçou.

Doria ainda atacou Jair Bolsonaro, dizendo que o país andou 20 anos para trás. O governo Bolsonaro foi apoiado pelo paulista em 2018, mas os dois romperam no início da pandemia da Covid-19.

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"Ano após ano, este governo [promoveu] a redução de recursos para a ciência, a negação da ciência à pesquisa. Um desastre completo. O Brasil não andou dez anos para trás, andou duas décadas. Vinte anos o Brasil retroagiu em inovação, educação e pesquisa", declarou Doria.

'Brasil poderia ter 60 milhões de vacinas em dezembro'

O diretor do Instituto Butantan Dimas Covas demonstrou como o governo Bolsonaro boicotou a vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Ele informou que a primeira oferta de vacinas foi feita ao governo federal em julho passado e que em dezembro a vacinação poderia ter se iniciado.

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Ele relatou que em 20 de outubro, o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello afirmou que a Coronavac seria “a vacina no Brasil” e, no dia seguinte, Bolsonaro em manifestação pública garantiu que ela “não seria comprada”.

Covas informou que a oferta de julho havia sido de 60 milhões de doses para entrega no último trimestre de 2020 e que também pediu ajuda  para habilitar uma fábrica, que produziria vacinas em 2021. Disse  que não recebeu respostas  para nenhuma das ofertas.

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Segundo Covas, no início de dezembro, o Butantan tinha mais de 5,5 milhões de doses da Coronavac prontas para iniciar a vacinação e estava processando mais 4 milhões, enquanto o mundo tinha vacinado apenas 4 milhões de pessoas ao fim de dezembro. A primeira a ser vacinada no Brasil, em São Paulo, foi a enfermeira Mônica Calazans, apenas em 17 de janeiro, quando o mundo começou em 8 de dezembro. “O Brasil poderia ter sido o primeiro a vacinar se não fossem os percalços que tivemos que enfrentar do ponto de vista do contrato [com o governo Bolsonaro] como do ponto de vista regulatório [com a Anvisa]”, disse o diretor do Butantan.

Assista ao trecho em que ele fala sobre o início da vacinação:

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Covas qualificou de “inusitado” o fato de a Coronavac não ter sido incorporada no Programa Nacional de Imunização desde o início, o que levou Butantan a custear com  todas as despesas no processo de importação e fabricação da vacina. Ele disse ainda que  “foi frustrante” Bolsonaro negar a compra da vacina pelo governo federal, o que sempre havia acontecido na história do país.

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