Doria é pressionado a tirar do posto ouvidor que criticou massacre em Paraisópolis

O massacre em Paraisópolis, numa ação da Polícia Miliar que provocou a morte de nove jovens, pode levar o governador de São Paulo, João Doria, a afastar o ouvidor da PM, Benedito Mariano, que criticou a ação. O líder do governo na Assembleia Legislativa diz que Benedito Mariano é 'mau-caráter'

João Doria
João Doria (Foto: Reuters)


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247 - O governador de SP, João Doria, está sofrendo pressão para não reconduzir ao cargo o ouvidor das polícias, Benedito Mariano. 

O ouvidor criticou a ação da PM na tragédia de Paraisópolis, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.   

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O líder do governo na Assembleia Legislativa, Carlão Pignatari (PSDB-SP), diz que Mariano é “mau-caráter” e deve sair do posto.  

Benedito Mariano ocupa o primeiro lugar na lista tríplice elaborada pelo Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana).  Assim, ele tem a preferência para continuar. 

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O Condepe já enviou ao governador a lista para que o governador indique alguém para o cargo, cujo mandato termina em fevereiro. 

Enquanto isso, a ouvidoria continua investigando outros dois casos de violência policial em pancadões. Em um deles, três jovens morreram pisoteados em Guarulhos, em 2018, depois de uma intervenção da PM que causou correria. Em outro, uma adolescente levou um tiro de borracha no olho.

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