Doria diz que Brasil enfrenta sua maior ameaça desde 1964

"Nunca o Brasil esteve tão ameaçado desde o golpe de 64... toda semana o presidente da República ou um representante flerta com o autoritarismo, ameaçam o Supremo e as forças democráticas", disse ele

Governador de São Paulo, João Doria, durante entrevista coletiva
16/08/2021 REUTERS/Carla Carniel
Governador de São Paulo, João Doria, durante entrevista coletiva 16/08/2021 REUTERS/Carla Carniel (Foto: REUTERS/Carla Carniel)


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A democracia brasileira nunca esteve tão ameaçada desde o golpe militar de 1964, disse o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), citando atos do presidente da República, Jair Bolsonaro, como o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Ele disse ainda que, na próxima segunda-feira, haverá um encontro da maioria dos governadores do país para discutir o que chamou de crise institucional.

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Segundo Doria, será um encontro virtual de governadores, o maior desde 2019.

"Será uma encontro pela defesa do meio ambiente e da democracia, além do apoio ao STF e o rechaçamento a atos autoritários de setembro", disse Doria a jornalistas na sede da Associação Brasileira de Imprensa, citando manifestações planejadas para o dia 7 de setembro.

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Apenas três governadores ainda não confirmaram presença no encontro, disse Doria, que participa da organização da reunião juntamente com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Doria manifestou apoio ao ministro Alexandre de Moraes e ao STF, que são os "guardiões" da democracia e da Constituição.

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"Nunca o Brasil esteve tão ameaçado desde o golpe de 64... toda semana o presidente da República ou um representante flerta com o autoritarismo, ameaçam o Supremo e as forças democráticas...", disse.

"Deixo o apoio ao STF e aos ministros, ele é nossa garantia institucional da democracia e temos que proteger o STF", concluiu.

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Neste sábado, Bolsonaro disse que faz tudo "dentro das quatro linhas da Constituição".

"Engraçado: quando entro numa ação no Senado, fundada no artigo 52 da Constituição, o mundo cai na minha cabeça. Quando uma pessoa, no inquérito do fim do mundo, me bota lá, ninguém fala nada. Não é revanche", comentou o presidente em entrevista a jornalistas.

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