Doria: Bolsonaro não trata questão do ICMS com seriedade e responsabilidade
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou considerar uma "bravata" a ideia defendida pelo ex-capitão de que zeraria os impostos federais sobre combustíveis se os estados fizessem o mesmo com o ICMS. "Os estados estão tratando o assunto com seriedade e responsabilidade. Responsabilidade fiscal e, obviamente, institucional. Não parece o caminho do presidente Jair Bolsonaro", disse
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247 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que Jair Bolsonaro não trata a questão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com "responsabilidade" e "seriedade". "Os estados estão tratando o assunto com seriedade e responsabilidade. Responsabilidade fiscal e, obviamente, institucional. Não parece o caminho do presidente Jair Bolsonaro. Isso não pode ser tratado de forma irresponsável nem de forma açodada. É preciso ter um entendimento", disse.
A declaração de Doria foi uma resposta à ideia defendida por Bolsonaro nesta quarta-feira (5) de que mandaria zerar os impostos federais sobre combustíveis desde que os estados fizessem o mesmo com o ICMS.
Ao propor o “desafio” aos governadores, Bolsonaro não explicou como a queda na arrecadação dos estados e do governo federal poderia ser compensada. Somente com arrecadação de PIS/Cofins e Cide a União arrecadou cerca de R$ 24,3 bi ao longo do ano passado. Doria disse que até o momento o assunto não foi discutido nenhum governador e que a proposta lembra “populismo”.
"Na base da bravata...bravata me lembra populismo, que me lembra algo ruim para o Brasil. Se o presidente está tão entusiasmado, tão motivado, ele que faça o primeiro gesto. Que elimine os impostos sobre o combustível e, aí sim, os governadores vão avaliar o ICMS", disse o tucano.
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