Dono de quiosque onde congolês trabalhava deve ser ouvido nesta terça na Divisão de Homicídios
Moïse Kabamgabe veio para o Brasil em 2014 como refugiado político, para fugir da guerra e da fome e foi covardemente espancado até a morte em um quiosque no RJ
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247 - Agentes da Divisão de Homicídios do Rio devem ouvir, nesta terça-feira (1°), o dono de um quiosque na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, onde o congolês Moïze Kabamgabe trabalhou como atendente. A reportagem é do portal G1.
O jovem morreu espancado covardemente depois de cobrar um pagamento atrasado. O corpo dele foi achado amarrado em uma escada do quiosque.
Moïse, de 24 anos, veio para o Brasil em 2014 com a mãe e os irmãos, como refugiado político, para fugir da guerra e da fome. Ele trabalhava por diárias em um quiosque perto do Posto 8, na Barra da Tijuca.
A família de Moïse esteve nesta segunda-feira (31) com a Comissão de Direitos Humanos da OAB, que vai acompanhar o caso.
Na manhã desta terça, o prefeito Eduardo Paes disse que a morte do rapaz é inaceitável e que a prefeitura está acompanhando o caso. "O assassinato de Moïse Kabamgabe é inaceitável e revoltante. Tenho a certeza de que as autoridades policiais atuarão com a prioridade e rigor necessários para nos trazer os devidos esclarecimentos e punir os responsáveis. A prefeitura acompanha o caso", disse Paes.
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A perícia no corpo de Moïse indica que a causa da morte foi traumatismo do tórax, com contusão pulmonar, causada por ação contundente.
O laudo do IML diz que os pulmões de Moíze tinham áreas hemorrágicas de contusão e também vestígios de broncoaspiração de sangue.
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