Dobra o número de candidatas negras ao cargo de vereadora em São Paulo
No atual pleito, 250 candidatas negras, da esquerda à direita, disputam uma vaga na Câmara Municipal da cidade de São Paulo. Em 2016, foram 132
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247 - O número de mulheres negras candidatas ao cargo de vereadora na cidade de São Paulo quase dobrou neste ano. No atual pleito, 250 candidatas negras, da esquerda à direita, disputam uma vaga na Câmara Municipal. Em 2016, foram 132.
Só duas mulheres negras foram eleitas até hoje na Câmara. Teodosina Rosário Ribeiro, em 1968, e Claudete Alves da Silva Souza, em 2003. os relatos foram publicados em reportagem do jornal Folha de S.Paulo.
"A nossa presença é totalmente inviabilizada e isso tem uma lógica [de perpetuação do racismo estrutural]", afirmou a advogada Tamires Sampaio, 26 anos, que está em sua primeira candidatura pelo PT. "É como se o nosso corpo só existisse para trabalho reprodutivo, para trabalho braçal", acrescentou.
De acordo com a corretora de imóveis Solange Pedro (PSL), candidata à Câmara pela segunda vez, os obstáculos são maiores para os negros na eleição. “Eu acho que as coisas, para nós são muito mais difíceis”, disse.
A postulante afirmou ser importante que as mulheres negras estejam representadas na política. "Elas vão defender ainda mais nossos direitos como mulher, como negra. Somos capazes de criar projetos e tantas outras coisas", afirma.
Segundo a candidata a vereadora pelo PCdoB Adriana Vasconcellos, 47, o número baixo de candidaturas e, menor ainda, de mulheres negras que já ocuparam o cargo de vereadoras, é "extremamente sintomático, pois denota o racismo estrutural. A mulher negra ainda é vista como objeto".
Professora de geografia, ela disse que o racismo estrutural também está presente nos partidos de esquerda. "O debate racial é colocado em pauta, mas minimizado, em detrimento da pauta de luta de classes. As mulheres pretas avançam, mas dentro das estruturas partidárias ainda não são valorizadas", continuou.
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