Deputado diz que existem "aloprados" na Justiça
Deputado federal Chico D'Angelo (PT-RJ) fez um alerta ao trabalho feito pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Judiciário; "São instituições fundamentais para a democracia e que fazem um trabalho muito importante. Mas elas não estão imunes à presença de aloprados em seus quadros, como ocorrem em partidos políticos e outras instituições", disse; parlamentar classificou a condução coercitiva contra o ex-presidente Lula pela Lava Jato, na sexta-feira passada, como sequestro; quanto ao promotor Cássio Conserino, que pediu a prisão de Lula, chamou de "ridículo" e alguém que "quer aparecer"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio 247 - O deputado federal Chico D'Angelo (PT-RJ) fez, nesta quinta-feira (10), um alerta ao trabalho feito pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Judiciário em pronunciamento na Câmara. "São instituições fundamentais para a democracia e que fazem um trabalho muito importante. Mas elas não estão imunes à presença de aloprados em seus quadros, como ocorrem em partidos políticos e outras instituições", disse.
O parlamentar classificou a condução coercitiva do ex-presidente Lula, na sexta-feira da semana passada como sequestro: "Por isso o repúdio de vários juristas, como os ex-ministros de Fernando Henrique Cardoso, José Carlos Dias e José Gregori", acrescentou.
Segundo o congressista, é preciso respeitar sempre o processo legal, e que o juiz Sérgio Moro deveria reler a frase do filósofo francês Mostesquieu: "Não existe tirania mais cruel da que se exerce à sombra das leis e com a colaboração da justiça". O deputado fez um chamado para que o Congresso Nacional tenha um papel de mediador diante do momento atual: "E não apostar no quanto pior melhor. Não fazer o papel incendiário, como determinados setores da oposição", criticou.
Citando jornalistas como Élio Gaspari, Jânio de Freitas e Luís Fernando Veríssimo, que criticaram a violência praticada contra o ex-presidente Lula, e que classificaram a ação da última semana como "coisa de coronéis do século passado", "show de humilhações dos promotores" e "intenção do carnaval", Chico D'Angelo fez questão de defender a liberdade de imprensa.
"A imprensa teve papel fundamental na derrubada da ditadura militar como vimos em ocasiões como no caso da bomba no Riocentro, no Rio de Janeiro, na consolidação da democracia no país. Não se pode negar esse fato. Por isso sou contra a invasão de redações, como ocorreu recentemente e contra qualquer tipo de violência contra profissionais de imprensa", disse.
O deputado ainda destacou a frase recente da presidenta Dilma Rousseff em visita ao Rio Grande do Sul, quando disse que não se pode "demonizar pessoas, não (...) demonizar órgãos de imprensa, não (...) demonizar opinião diferente da nossa." Chico D'Angelo falou também que não se trata simplesmente de gostar ou não do atual governo, ou do ex-presidente Lula. "Não concordamos com essa a violência que praticada conta o presidente Lula e que foi uma ilegalidade contra o um ex-presidente da República. Seja qual for o ex-presidente, o rito do processo legal ter que ser cumprido", finalizou.
Quanto ao promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, que pediu a prisão de Lula, o deputado chamou de "ridículo" e alguém que "quer aparecer" em sua conta no Twitter.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247