Depois de SP, Metrô do Rio também pode parar

Em meio ao caos em São Paulo, por conta da greve no metrô, o site do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio de Janeiro (Simerj) publica uma carta aberta anunciando a possibilidade de greve: "O Metrô pode parar"; "O Metrô Rio cobra a passagem mais cara do país, desde a privatização em 1998, a passagem subiu de R$ 0,35 para R$ 3,50, uma alta de 1000%, bem mais que a inflação no período, que foi de 347%. O Metrô Rio paga o menor salário do Brasil para metroviários"; diz um trecho da carta; nesta terça-feira (10), às 18h30, será realizada uma assembleia para discutir a possível paralisação

Em meio ao caos em São Paulo, por conta da greve no metrô, o site do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio de Janeiro (Simerj) publica uma carta aberta anunciando a possibilidade de greve: "O Metrô pode parar"; "O Metrô Rio cobra a passagem mais cara do país, desde a privatização em 1998, a passagem subiu de R$ 0,35 para R$ 3,50, uma alta de 1000%, bem mais que a inflação no período, que foi de 347%. O Metrô Rio paga o menor salário do Brasil para metroviários"; diz um trecho da carta; nesta terça-feira (10), às 18h30, será realizada uma assembleia para discutir a possível paralisação
Em meio ao caos em São Paulo, por conta da greve no metrô, o site do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio de Janeiro (Simerj) publica uma carta aberta anunciando a possibilidade de greve: "O Metrô pode parar"; "O Metrô Rio cobra a passagem mais cara do país, desde a privatização em 1998, a passagem subiu de R$ 0,35 para R$ 3,50, uma alta de 1000%, bem mais que a inflação no período, que foi de 347%. O Metrô Rio paga o menor salário do Brasil para metroviários"; diz um trecho da carta; nesta terça-feira (10), às 18h30, será realizada uma assembleia para discutir a possível paralisação (Foto: Leonardo Lucena)


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Gisele Motta, Jornal do Brasil - O site do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio de Janeiro (Simerj) publica uma carta aberta anunciando a possibilidade de greve: "O Metrô pode parar". Nesta segunda e terça-feira acontecem reuniões entre o Simerj e o Metrô Rio. Amanhã, às 18h, será realizada uma assembleia para discutir a possível paralisação. ­­­

Na carta aberta, os metroviários expõem os motivos para paralisação. "O Metrô Rio cobra a passagem mais cara do país, desde a privatização em 1998, a passagem subiu de R$ 0,35 para R$ 3,50, uma alta de 1000%, bem mais que a inflação no período, que foi de 347%. O Metrô Rio paga o menor salário do Brasil para metroviários".

Segundo Heber Fernandes, presidente do sindicato, as negociações estão se arrastando desde abril, para fechar o acordo coletivo anual. “A ideia é que se comece a negociar antes da data base, que para nós é dia 1 de maio, ainda mais num ano atípico como esse, de Copa do Mundo. Deveria ser do maior interesse da empresa a negociação para não chegar nas vésperas de evento assim, com a possibilidade de greve. Sabemos que pode ser um transtorno, mas foi a empresa que não negociou. Ano passado nós só fechamos o acordo em julho. Em geral ela empurra o fechamento desse acordo e está acontecendo novamente”, completa. 

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Na carta aberta, eles afirmam: “O transporte público, assim como educação e saúde não é para dar lucro,mas, apesar disso, a empresa que opera obtém um lucro anual milionário, em função do arrocho salarial e da passagem mais cara do Brasil”. Para Heber, a maior dificuldade nas negociações sempre são os fatores econômicos.

“Eles sempre alegam que não tiveram uma receita condizente com o que pedimos de aumento. A empresa diz que não teve reajuste em junho porque ocorreram as manifestações. Mas o que eles não falam é que tiveram passagens subsidiadas, acordos com o estado que permitem abatimentos. A população que não acompanha de perto não sabe dessas coisas”, completa.

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Os metroviários pedem aumento de 15%, além do reajuste da inflação e o mesmo percentual de aumento para a cesta básica e o tíquete-alimentação. Os metroviários também reclamam de outras situações: eles querem maior participação nos lucros da empresa e cesta básica sem restrições. Segundo Heber, a cesta básica, por exemplo, é concedida a todos, mas quando acontece algum atraso ou falta, ela é suprimida. “Fica um clima de tensão. Você sai correndo pela rua para não chegar dois minutos atrasado, deixa de levar seu filho no médico para não perder o benefício”, lamenta Heber. Sobre a participação nos lucros ele diz: “A participação nos lucros para os grandes (os diretores) é grande, e para nós é pequena. Queremos algo mais justo”, completa.

O Metrô Rio foi questionado sobre os atrasos no fechamento dos acordos coletivos, mas não quis comentar. Informou somente que está em negociação com os metroviários. 

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Abaixo matéria da Agência Brasil:

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

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Os metroviários do Rio vão fazer uma assembleia amanhã (10) para decidir se entram em greve. A reunião está marcada para as 18h30, na sede do sindicato da categoria, na Praça da Bandeira, zona norte da cidade. Segundo o diretor presidente do Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro (Simerj), Heber Fernandes da Silva, a categoria está insatisfeita e tem reclamado dos baixos salários pagos a alguns setores da concessionária Metrô Rio.

“A empresa vem empurrando com a barriga. E agora a categoria levada por tudo isso que tem acontecido tomou a decisão de entrar em estado de greve e fazer uma greve caso a empresa continue neste marasmo”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

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O sindicalista informou que, após uma assembleia realizada em março, os metroviários encaminharam à direção da empresa a proposta com a pauta de reivindicações, que inclui reajuste correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de maio de 2013 a abril de 2014 e mais 15% correspondentes à recuperação de perdas desde 1998. “Isso dá um total de 23% de reajuste. A empresa ainda não fez contraproposta no sentido financeiro”, contou.

Além disso, os metroviários pedem que o piso salarial, hoje de R$ 750, passe para R$ 993. A categoria reivindica também um plano de cargos e salários e participação mais justa nos lucros.

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Silva disse que o aviso de possível paralisação foi feito com antecedência e hoje (9) a categoria divulgou nas estações uma carta aberta à população explicando a situação. Ele acredita que, com isso, se houver greve, ela não pode ser considerada abusiva, como aconteceu em São Paulo. “Acho que está mais do que divulgado, mas a decisão de amanhã vai ser uma decisão política. Não é interessante tecnicamente que greve de Metrô seja parcial, porque se diminuir o número de composições, vai encher as plataformas e causar risco de acidentes e de as pessoas caírem. Então, ou faz a greve geral ou não faz”, explicou.

O Metrô Rio informou que a negociação com a categoria está em andamento, mas não deu mais detalhes sobre a proposta que vem sendo apresentada aos metroviários. Ainda de acordo com a companhia, hoje as partes se reuniram e voltarão a se encontrar amanhã.

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