Damous pede comutação da pena do almirante Othon
Deputado Wadih Damous (PT-RJ) fez um discurso nesta quarta-feira no plenário da Câmara em que afirma que o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, de 78 anos, condenado por corrupção a 43 anos de prisão, é um "herói nacional", o "maior cientista brasileiro" e merece a comutação da pena - substituição por uma pena mais branda, que pode ser deliberada pelo presidente da República; segundo Damous, a prisão de Othon, que é grande conhecedor do ciclo de urânio e pensava um projeto revolucionário de energia barata, responde a "interesses estrangeiros, imperialistas, norte-americanos, que não quer a soberania nacional"; assista
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Rio 247 - O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) pediu nesta quarta-feira 29, em discurso no plenário da Câmara, a comutação da pena do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, de 78 anos, ex-presidente da Eletrobras, condenado por corrupção a 43 anos de prisão pelo juiz da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Lava Jato. A comutação da pena é a substituição de uma pena dura para uma mais leve, e que pode ser feita pelo presidente da República.
Damous chamou Othon de "herói nacional", o "maior cientista brasileiro", "físico de reconhecimento mundial", "formulador da matriz energética brasileira", que "domina os mecanismos de enriquecimento do urânio, que pode servir inclusive para a construção de bomba nuclear", e que está sendo "recompensado" com uma "prisão perpétua".
O parlamentar destacou que Othon já tentou suicídio na cadeia, "pelas humilhações que já passou". Por ser vice-almirante da Marinha, Othon Silva está preso em uma unidade militar, a Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O deputado rechaçou a acusação de que os R$ 3 milhões recebidos por Othon pela empreiteira Andrade Gutierrez na construção da usina nuclear de Angra 3, no Rio, teria sido propina. "Não foi percentual sobre obra. Ele estava cobrando por sua capacidade técnica, pelo seu engenho", rebateu, lembrando que o dinheiro fora acertado com a empresa antes de o almirante se tornar presidente da Eletrobras.
De acordo com Damous, o dinheiro recebido por Othon seria investido num projeto que ele vinha desenhando, para a produção de energia barata. "Qual é a utilidade para o Brasil em deixar mofando na cadeia um cientista desse porte? A quem pode interessar o encarceramento perpétuo do almirante Othon? Eu respondo: a interesses estrangeiros, imperialistas, norte-americanos, que não quer a soberania nacional, que não quer que o Brasil domine o ciclo do urânio para fins pacíficos", acusou.
"Esses processos que se dizem de combate à corrupção no Brasil têm sido verdadeiras usinas de práticas ilegais, de atentados ao direito de defesa e de desrespeitos a direitos e garantias fundamentais", apontou ainda o deputado. Segundo ele, o almirante Othon é alvo de um "punitivismo fascista", de um "falso combate à corrupção". Assista seu discurso no vídeo acima.
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