Damous critica pedido contra Lula e chama PF de “polícia política”
"Reconhecendo não ter qualquer prova, não ter indícios, baseando-se na presunção, não dele, na presunção de delatores premiados, o delegado resolve pedir ao Supremo Tribunal Federal investigação contra o ex-presidente Lula. Isso é um verdadeiro absurdo!", disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ), em pronunciamento na Câmara
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247 – O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) criticou o que chamou de politização da Polícia Federal em discurso no plenário da Câmara nesta terça-feira 15 e definiu como "absurdo" o pedido de um delegado da PF ao Supremo Tribunal Federal para ouvir o ex-presidente Lula.
"Reconhecendo não ter qualquer prova, não ter indícios, baseando-se na presunção, não dele, na presunção de delatores premiados, o delegado resolve pedir ao Supremo Tribunal Federal investigação contra o ex-presidente Lula. Isso é um verdadeiro absurdo!", disse o parlamentar.
Segundo ele, o delegado que assina o documento, Josélio Sousa, não possui as condições mínimas necessárias para cumprir sua função. "Se eu fosse adotar o mesmo procedimento do delegado e me equiparar moralmente a ele, eu diria que esse delegado é militante de algum partido de oposição. Mas eu não vou fazer isso. Eu não faço afirmações peremptórias com base em ilações, com base em achismos", comparou.
"Um delegado deve apurar provas no inquérito. Deve abrir investigação quando há provas e indícios veementes. Quando não há, ele tem que arquivar esse inquérito", cobrou Damous. O deputado apontou perseguição ao ex-presidente. "O que move determinado tipo de atitude, de comportamento, é o medo das urnas, é o medo da volta do ex-presidente Lula".
"Fico muito preocupado quando determinados segmentos da Polícia Federal passam a se comportar não como polícia, não como órgão de Estado, mas como polícia política, e isso é atentatório ao Estado democrático de direito", disse ainda o parlamentar.
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