Damous: “Assumo em um momento de ódio e intolerância”
Ex-presidente da OAB-RJ, o advogado Wadih Damous assume nesta tarde o mandato de deputado federal pelo PT do Rio; "Tenho consciência de que assumo em momento difícil, de predominância do ódio e da intolerância e de pouco apreço pelo debate. E, modestamente, quero contribuir para que esta Casa continue sendo a Casa do debate, da democracia", afirmou.
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Rio 247 – O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro Wadih Damous (PT-RJ), assume nesta tarde o cargo de deputado federal pelo PT. "Tenho consciência de que assumo em momento difícil, de predominância do ódio e da intolerância e de pouco apreço pelo debate. E, modestamente, quero contribuir para que esta Casa continue sendo a Casa do debate, da democracia", afirmou.
Atualmente, Damous é presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB. Ele assume a vaga do deputado Fabiano Horta (PT-RJ), que se licenciou da Câmara para ocupar o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário na cidade do Rio de Janeiro. Ontem, o advogado afirmou que defenderia, na Câmara, os interesses da advocacia.
Pouco antes da posse, Damous destacou nesta terça-feira 19 que continuará a empunhar as bandeiras de sempre. "Vou defender tudo aquilo que eu venho defendendo ao longo da minha trajetória: a luta da advocacia brasileira, pelos direitos humanos, pela ordem jurídica, pelo respeito à Ordem Jurídica do Estado Democrático de Direito".
O novo deputado petista garante que irá defender com firmeza todos os direitos constitucionais para evitar retrocessos como a redução da maioridade penal, em debate na Câmara. Ele também já se manifestou contrário à PEC 215, que transfere para o Legislativo o poder de demarcação das terras indígenas e quilombolas. "A PEC 215 fere não só princípios constitucionais, ela fere o marco civilizatório. Nós não podemos legislar em prol do extermínio dos povos indígenas".
Reforma política – Sobre a reforma política, em andamento na Câmara, Damous lembrou que é oriundo da OAB, "e lá, juntamente com mais de uma centena de entidades, nós debatemos um projeto de reforma política. Há vários itens importantes que o Congresso Nacional sobre eles deveria se debruçar, mas o que considero mais importante é a proibição do financiamento empresarial das campanhas eleitorais".
Wadih Damous disse que no Brasil fala-se em combater a corrupção, que se quer moralizar a vida pública, mas nunca se procura atacar as causas, o processo de corrupção. "E uma das causas, talvez a principal, resida exatamente na maneira como se dá o financiamento de campanhas eleitorais. São financiamentos empresariais e nós sabemos que nenhuma empresa doa gratuitamente. Empresa investe. E no mundo dos negócios isso é comum, agora, no mundo da política, esse jogo de toma lá da cá investe hoje para conseguir auferir alguma coisa amanhã, isso atenta contra os princípios da moralidade, e é por isso que nós defendemos a proibição do financiamento empresarial de campanha", afirmou.
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