Cunha publica áudio e diz ser vítima de armação da PF
Líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirma ter pedido ao Ministério da Justiça investigação sobre a autoria e a veracidade de uma gravação, segundo ele forjada, de uma conversa telefônica envolvendo seu nome; de acordo com o deputado, o objetivo seria prejudicar sua candidatura à presidência da Câmara; Cunha ressalta não ter acusado o governo "de nada", e sim pedido a investigação sobre a nova "alopragem"; no diálogo, um suposto agente da PF diz ter sido abandonado por Cunha; seu interlocutor, suposto aliado do peemedebista, assegura que ele será recompensado
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Rio 247 – O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirma ser alvo de uma gravação falsa da Polícia Federal, que tinha o objetivo, segundo ele, de prejudicar sua candidatura à presidência da Câmara. O parlamentar convocou jornalistas hoje, em Brasília, para divulgar o áudio, que tem três minutos e meio
O deputado diz ter protocolado um requerimento junto ao Ministério da Justiça solicitando a abertura de inquérito para investigar a autoria e a veracidade da gravação, que mostra uma suposta conversa telefônica entre dois homens, de um lado, um suposto aliado de Cunha, e de outro um suposto policial.
Segundo Cunha, o áudio chegou até ele de forma anônima. Na conversa, o suposto policial cita o nome do deputado mais de uma vez e ameaça divulgar tudo o que sabe contra o peemedebista caso seja "abandonado" e não receba dinheiro. O interlocutor tenta acalmá-lo e promete que ele será remunerado.
"O Cunha está lá tentando ganhar a Presidência, subindo, subindo, e os amigos dele sendo esquecidos. Não posso ser esquecido", diz o suposto agente da Polícia Federal. "Tenha paciência. Você sabe que a amizade nós temos. Não se preocupe, tenha calma. Tenha tranquilidade que você pode ser remunerado", diz o interlocutor.
Cunha disse que quem lhe passou o áudio informou os nomes dos envolvidos na montagem do áudio dentro da PF, informações repassadas por ele para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Pelo Twitter, ele disse não ter acusado o governo, pois não tem certeza, por isso pediu a investigação. Leia abaixo:
Boa tarde a todos.Quero deixar bem claro que não acusei o governo de nada na denúncia que fiz.
— DeputadoEduardoCunha (@DepEduardoCunha) 20 janeiro 2015
Tanto que procurei o próprio governo,no caso o ministro da Justica,para abertura de investigação policial do fato
continua após o anúncio
— DeputadoEduardoCunha (@DepEduardoCunha) 20 janeiro 2015
Se tivesse a certeza de que era o governo teria procurado direto o Mp e não o governo
— DeputadoEduardoCunha (@DepEduardoCunha) 20 janeiro 2015
O que relatei foi a versão que me passaram,o que não quer dizer que tenha aceito a versão como fato
continua após o anúncio
— DeputadoEduardoCunha (@DepEduardoCunha) 20 janeiro 2015
A Polícia Federal vai investigar o caso. Leia abaixo na reportagem da Agência Brasil:
PF vai investigar gravação que tenta chantagear Eduardo Cunha
Luciano Nascimento - O ministro da Justiça em execício, Marivaldo Pereira, encaminhou hoje (20) à Polícia Federal (PF) cópia de uma gravação que tenta comprometer o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com chantagem. A gravação, com duração de três minutos e meio, foi entreguie ao próprio parlamentar, em seu escritório do Rio de Janeiro, no último sábado (17), por uma pessoa que se disse da PF. Na gravação um suposto amigo do deputado menciona que poderia revelar informações comprometedoras do líder do PMDB e candidato à presidência da Câmara dos Deputados.
Em conversa com jornalistas, Eduardo Cunha disse que sentiu na ação mais uma tentativa de oposicionistas que querem prejudicar sua candidatura. Razão pela qual contatou imediatamente o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que está em viagem fora do país. Segundo ele, Cardozo manifestou indignação e lhe disse que ordenaria a abertura de investigação, o que foi feito hoje pelo ministro em exercício, que encaminhou o material com recomendação de "apuração e providências cabíveis" da PF.
De acordo com a gravação divulgada por Eduardo Cunha, o suposto policial da conversa menciona que fora sondado pelo seu delegado e acrescenta que "o negócio está ficando feio". Ameaça, então, que se for abandonado, abre o jogo, e se queixa que "está todo mundo enchendo a burra de dinheiro e eu estou abandonado e duro, sem grana". Em outro trecho cita que "o Cunha tá lá tentando a presidência [da Câmara] e os amigos estão ficando esquecidos".
Em seguida, o contato que se apresenta como aliado do deputado fluminense pede paciência e diz que o interlocutor será remunerado: "Não se preocupe com a questão financeira, tenha paciência. (...) Tenha tranquilidade que você vai ser remunerado, o dinheiro vai chegar em suas mãos". A gravação termina com as duas pessoas tentando marcar um encontro.
Cunha classificou a gravação com uma "alopragem" com o objetivo de criar embaraços à sua candidatura. "Estão tentando montar outra denúncia, que tem o constrangimento de tentar atrapalhar a minha candidatura à presidência da Câmara", disse ele. Para o líder do PMDB, a intenção da gravação seria dar a entender que o reclamante da conversa era o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, que em depoimento na Operação Lava Jato disse que entregara dinheiro, a mando de Alberto Youssef, em uma casa no Rio de Janeiro, pertencente a Cunha. Fato negadao posteriormente pelo advogado de Youssef.
Além de Eduardo Cunha, também concorrem à presidência da Câmara os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG), em eleição marcada para o dia 1º de fevereiro, na abertura do exercício legislativo de 2015.
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