Cunha: interferência do governo gerou “mal estar”
Em referência aos ministros Aloizio Mercadante e Pepe Vargas, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que agentes políticos do Executivo cometeram um erro estratégico, que "causou um mal estar"; "É um episódio que mostra muito mais um erro político daqueles agentes do Poder Executivo, que tentaram fazer interferência, pois a Casa reagiu. Eu acredito que mais do que o problema comigo, o problema foi na própria base aliada, que foi pressionada", disse
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Rio 247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a criticar a interferência do governo federal durante o processo eleitoral na Casa. Em referência aos ministros Aloizio Mercadante e Pepe Vargas, o peemedebista afirmou que agentes políticos do Executivo cometeram um erro estratégico, que "causou um mal estar".
"É um episódio que mostra muito mais um erro político daqueles agentes do Poder Executivo, que tentaram fazer interferência, pois a Casa reagiu. Eu acredito que mais do que o problema comigo, o problema foi na própria base aliada, que foi pressionada. E essa pressão certamente vai deixar em dificuldade o diálogo entre os operadores políticos e esses elementos da base aliada, que acabaram por gerar esse mal estar que aconteceu na eleição de domingo", disse o parlamentar à Rádio CBN.
Na tentativa de passar a imagem de um parlamentar conciliador, Cunha disse que manterá um relacionamento institucional com o Palácio do Planalto e negou que tenha uma relação estremecida com a presidente Dilma Rousseff (PT). Ele disse, ainda não acreditar que a votação do Orçamento Impositivo deve causar desconforto com o governo.
"Não se trata de choque, nós vamos votar o segundo turno de uma PEC que já foi votada no Senado em dois turnos, e foi votada na Câmara em primeiro turno. Se eu concluir a votação for considerado um choque, porque não foi considerado antes, no ano passado. Não sei se ele será votado nesta terça-feira, mas se não for ele será votado no máximo até a próxima terça. O tema está na pauta e não vai sair até ser votado", afirmou.
Para Cunha, a votação da Reforma Política será prioridade na Câmara. "Eu não enxergo que isso seja um ponto de discórdia com o PT, pois certamente essa reforma política e todas as reformas políticas terão choque com todos os partidos em alguns temas e concordâncias em outros. É preciso que a gente busque a maioria. O que temos que fazer é colocar a proposta em pauta para que seja votado a tempo de valer para as eleições de 2016", complementou.
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