Cunha e Alves pressionaram BR Distribuidora a comprar refinaria, afirma Cerveró

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, em delação premiada, que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da Casa Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cotado para assumir um ministério em eventual governo Michel Temer, pressionaram a presidência da BR Distribuidora para que a estatal comprasse a refinaria de Manguinhos, no Rio, para receberem propina; segundo Cerveró, em 2013 o então presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, disse ter sido procurado por Cunha e Alves para tratar do assunto

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, em delação premiada, que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da Casa Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cotado para assumir um ministério em eventual governo Michel Temer, pressionaram a presidência da BR Distribuidora para que a estatal comprasse a refinaria de Manguinhos, no Rio, para receberem propina; segundo Cerveró, em 2013 o então presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, disse ter sido procurado por Cunha e Alves para tratar do assunto
O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, em delação premiada, que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da Casa Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cotado para assumir um ministério em eventual governo Michel Temer, pressionaram a presidência da BR Distribuidora para que a estatal comprasse a refinaria de Manguinhos, no Rio, para receberem propina; segundo Cerveró, em 2013 o então presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, disse ter sido procurado por Cunha e Alves para tratar do assunto (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, em delação premiada, que o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da Casa Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cotado para assumir um ministério em eventual governo de Michel Temer, pressionaram a presidência da BR Distribuidora para que a estatal comprasse a refinaria de Manguinhos, no Rio, com o propósito de receberem propina. Cerveró também exerceu o cargo de diretor da BR.

O trecho que trata do assunto foi reproduzido em manifestação enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 28. Cervero reproduziu o que teria ouvido do então presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, numa reunião em 2013.

"José Lima, em uma das reuniões informais da diretoria, na qual estavam presentes todos os diretores, disse que tinha sido procurado pela segunda vez pelos deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, que estiveram na BR Distribuidora intervindo para que a estatal comprasse a refinaria de Manguinhos."

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A mesma pressão também teria sido feita, por telefone, pelo então ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA), conforme Cerveró afirmou ter ouvido de José Lima. "Ao final, o negócio não saiu, mas se essa pressão fosse antes da deflagração da Operação Lava-Jato, com certeza essa pressão seria irresistível, isto é, o negócio se concretizaria", registra.

Outro lado

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Cunha desmente as informações. "Ele nunca se reuniu com José Lima de Andrade Neto nem com Nestor Cerveró na BR Distribuidora ou em qualquer outro local. Tampouco participou ou interferiu de alguma maneira em negócios realizados pela distribuidora", disse a assessoria, conforme relato do Globo, que também publicou a versão de Alves, na qual ele diz não ter tratado do assunto "em qualquer instância da administração pública".

"Nunca ouvi esse assunto ser tratado por ninguém. Desconheço qualquer assunto igualmente com o senhor Marcelo Sereno. Nunca estive com o presidente Eduardo Cunha na BR", afirmou o ex-presidente da Câmara, em nota.

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Janot pediu a ampliação da quantidade de investigados no chamado inquérito-mãe da Operação Lava-Jato, com o acréscimo de 30 políticos, entre eles Cunha e Alves. A lista inclui ainda o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e três ministros da presidente Dilma Rousseff: Jacques Wagner, Ricardo Berzoini e Edinho Silva. Este inquérito é o único da Lava-Jato no STF que investiga formação de quadrilha.

 

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