Crivella nomeia ex-assessora de Flávio Bolsonaro investigada para um cargo na prefeitura
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, nomeou Lídia Cristina dos Santos Cunha para um cargo na gestão na Secretaria de Legado Olímpico. Ela é investigada no inquérito do MP-RJ sobre a "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual
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247 - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), nomeou Lídia Cristina dos Santos Cunha para um cargo na Secretaria de Legado Olímpico. Em 2018, após a eleição que tornou Flávio Bolsonaro (Republicanos) senador, o jornal O Dia publicou que Lídia havia sido nomeada em maio daquele ano para trabalhar como assessora dele na Assembleia Legislativa, com salário líquido superior a R$ 5 mil, mas "nunca apareceu por lá". Ela e Valdenice de Oliveira Meliga recebiam salário da Alerj, mas trabalhavam para o partido. O parlamentar era deputado estadual.
O Ministério Público (MP-RJ) investiga Lídia no inquérito que apura um esquema de lavagem de dinheiro no gabinete de Flávio na Alerj.
Em março do ano passado, as duas perderam seus cargos no diretório estadual do partido, onde Lídia era secretária-geral (cargo operacional mais alto) e foi substituída pela deputada estadual Alana Passos, próxima à família Bolsonaro.
No começo do mês passado, Crivella tirou a subsecretaria de Legado Olímpico da Casa Civil e criou a "Secretaria de Turismo e Legado Olímpico", entregando o comando desta a Alana Passos.
Indicada pela deputada, Camila Vieira de Sousa foi nomeada secretária e, no último dia 7, ela nomeou Lídia para o cargo mais baixo disponível na pasta, mas o salário da ex-assessora do senador não é conhecido, porque pode ser acrescido de vários bônus, informação que só deve constar no site de transparência da prefeitura no mês que vem.
A "rachadinha" é lavagem de dinheiro praticada no gabinete de Flávio na Alerj. De acordo com investigadores, um dos núcleos do esquema atuava na contratação de assessores coagidos a devolver parte do salário em troca da vaga.
Em fevereiro do ano passado, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, admitiu que recebia parte das remunerações dos colegas de gabinete. Ele afirmou que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do parlamentar.
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