CPI ouve mães de jovens desaparecidas no Rio
Mães de cerca de dez garotas desaparecidas em circunstâncias semelhantes falam para a presidente da CPI, deputada Erika Kokay (PT-DF), e para a relatora, deputada Lilian Sá (Pros-RJ), em audiência pública nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; a portas fechadas, elas prestam informações à comissão da Câmara que investiga denúncia de exploração sexual de crianças e adolescentes
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Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Mães de meninas desaparecidas no estado do Rio de Janeiro participam de audiência pública nesta segunda-feira 25 na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A portas fechadas, elas prestam informações à comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara Federal, que investiga denúncia de exploração sexual de crianças e adolescentes.
As mães de cerca de dez adolescentes desaparecidas em circunstâncias semelhantes falam para a presidenta da CPI, deputada Erika Kokay (PT-DF) e para a relatora, deputada Lilian Sá (Pros-RJ). A suspeita da Promotoria Criminal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro é que os casos estejam relacionados e tenham um suspeito em comum, sob investigação.
Ainda hoje, membros da CPI vão ao Tribunal de Justiça do Rio para ouvir o desembargador Paulo Rangel. Ele é o responsável por analisar recurso pedindo a prisão do suspeito.
Antes da audiência, a presidenta do Portal Kids – organização não governamental que acompanha os casos, Waltéa Ferrão, disse que a Polícia Civil no Rio já concluiu as investigações, mas preferiu não dar detalhes dos desaparecimentos, para não prejudicar os processos. Segundo ela, um dossiê com mais de 40 páginas aponta casos de exploração sexual, tráfico de órgãos e de pessoas.
"Eram meninas de famílias estruturadas, com quartinho montado, acostumadas a obedecer aos pais e que estudavam. Normalmente meninas negras, mas não todas, que não tinham nem menstruado", disse Waltéa. Ela cobrou que os casos sejam assumidos pela Polícia Federal. "As mães contam que delegacias rejeitam as denúncias porque não fazem investigações em caso de pobres", declarou.
Entre os casos está o da menina Larissa Gonçalves Dias, de 11 anos, sequestrada em São Cristóvão, zona norte do Rio, em 2008, além de Larissa Andrade de Souza, de 9 anos, que sumiu em 2007.
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