Coronel recebia propina do tráfico, diz policial
O policial que colaborou com as investigação que levaram à prisão de 16 PMs afirmou que o coronel Dayzer Corpas Maciel, comandante do 17º Batalhão, na Ilha do Governador, Norte da capital, recebia até R$ 150 mil em propinas do tráfico de drogas do Morro do Dendê, também no Norte da Cidade Maravilhosa; em depoimento ao Gaeco, o policial disse que o chefe do tráfico da favela, Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, "é acertado com o 17º BPM e esse acerto se dá 'por cima', ou seja, com o Estado Maior do 17º BPM"
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Rio 247 – Um policial, que colaborou com as investigações que levaram à prisão de 16 PMs afirmou que o coronel Dayzer Corpas Maciel, comandante do 17º Batalhão, na Ilha do Governador, Norte da capital, recebia até R$ 150 mil em propinas do tráfico de drogas do Morro do Dendê, também no Norte da Cidade Maravilhosa. O coronel está preso.
Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obtido pelo jornal Extra, o policial disse que o chefe do tráfico da favela, Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, "é acertado com o 17º BPM e esse acerto se dá 'por cima', ou seja, com o Estado Maior do 17º BPM".
O "praça" disse ter ouvido "dizer no interior do 17º BPM que o coronel Corpas recebe aproximadamente de R$ 120 mil a R$ 150 mil, sendo que esta receita seria exclusivamente proveniente do tráfico de drogas do Dendê".
Segundo o policial, mesmo sabendo que eram alvo de uma investigação, vários PMs continuaram "exigindo propina "de mototaxistas, condutores de vans, kombis, cooperativas de vans, assim como do tráfico de drogas".
Os PMs são acusados de aceitarem R$ 300 mil para liberarem dois traficantes durante abordagem no dia 16 de março.
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