Controverso, Zveiter já advogou para a Globo e salvou o Botafogo no tapetão

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), escolhido para relatar a denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados, tem um passado controverso. As ligações com a Rede Globo são antigas. Além disso, em 1999, no STJD, ele salvou seu time, o Botafogo, do rebaixamento

Leitura do relatório pelo deputador Sergio Zveiter,que mantem a decisão do Conselho de ética da Câmara, pela cassação do deputado André Vargas. O deputado José Mentor pediu vistas do processo (Wilson Dias/Agência Brasil)
Leitura do relatório pelo deputador Sergio Zveiter,que mantem a decisão do Conselho de ética da Câmara, pela cassação do deputado André Vargas. O deputado José Mentor pediu vistas do processo (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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Da revista Fórum

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), escolhido para relatar a denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados, tem um passado controverso. As ligações com a Rede Globo são antigas. Seu pai, Waldemar Zveiter, foi advogado e amigo pessoal de Roberto Marinho, fundador da Rede Globo. Em 1989, ele defendeu Marinho no divórcio litigioso com sua primeira esposa, Ruth Albuquerque. Defendeu também a Rede Globo em processo contra a TV Aratu. A empresa perdeu o direito de transmitir o sinal da Globo na Bahia para a TV Bahia, dos familiares de Antônio Carlos Magalhães, então ministro das Comunicações. Sergio e o irmão Luiz herdaram o escritório do pai.

Sergio também esteve envolvido em polêmica quando era presidente do STJD, tribunal da  Confederação Brasileira de Futebol, CBF. Em 1999, decidiu punir o São Paulo, que havia ganhado do Botafogo de 6 a 1, por conta da documentação irregular do jogador Sandro Hiroshi. Sandro jogava com uma certidão de nascimento falsa, constatado o fato, a CBF determinou que apresentasse o documento correto e lhe deu condições de jogo. Mas Sergio Zveiter teve outra interpretação, deu os pontos do jogo contra o São Paulo para o Botafogo e salvou seu time do rebaixamento.

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Após essa decisão, o Gama, time do Distrito Federal que acabou caindo para a segunda divisão, entrou na Justiça Comum e a CBF não pode organizar o campeonato Brasileiro de 2000. Em seu lugar foi criada a Copa João Havelange, que durou apenas uma edição. Outras decisões foram tomadas pelo “tapetão” da CBF nos períodos que Sergio e Luiz Zveiter presidiram o tribunal. Por exemplo, o cancelamento de cartão dado ao jogador Edmundo, após agressão, para que disputasse uma final de campeonato pelo Vasco da Gama.

O irmão de Sergio, Luiz Zveiter, também foi responsável por uma das decisões mais estranhas do futebol brasileiro. Após a descoberta do escândalo de arbitragem conhecido da máfia do apito, decidiu, sozinho, anular os onze jogos do Campeonato Brasileiro apitados por Edilson Pereira de Carvalho. Com isso, o Corinthians conquistou um título que estava praticamente ganho pelo Internacional.

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Sergio Zveiter também foi secretário estadual no segundo mandato de Sérgio Cabral, governador que se encontra preso por denúncias de corrupção. E secretário municipal do Rio de Janeiro no segundo mandato de Eduardo Paes.

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