Comperj: TCU quer que Lava Jato investigue obras
Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas disse as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) devem ser um dos próximos alvos da Operação Lava Jato; "Pasmem, iniciou a obra com um orçamento de R$ 15 bilhões e, hoje, tragou dos cofres públicos mais de R$ 120 bilhões, e não concluiu a obra", disse; "Existem diversos indícios de sobrepreço. Claro que isso não está definitivamente julgado, mas não causará surpresa a ninguém se nós tivermos aí um novo foco para as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal", resaaltou
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Daniel Mello, Repórter da Agência Brasil - As obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) devem ser um dos próximos alvos da Operação Lava Jato, segundo o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas.
"Pasmem, iniciou a obra com um orçamento de R$ 15 bilhões e, hoje, tragou dos cofres públicos mais de R$ 120 bilhões, e não concluiu a obra", disse ao fazer palestra promovida pelo Instituto dos Advogados de São Paulo.
Segundo o ministro, a auditoria do TCU detectou muitos problemas. "Existem diversos indícios de sobrepreço. Claro que isso não está definitivamente julgado, mas não causará surpresa a ninguém se nós tivermos aí um novo foco para as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal", ressaltou.
Bruno Dantas destacou que todas as empresas responsáveis pela construção do complexo foram citadas nas investigações que apuram o cartel formado para fraudar contratos da Petrobras. "Funcionam na construção do Comperj as mesmas empresas", disse o ministro.
De acordo com ele, os problemas foram detectados porque o tribunal tem analisado os contratos envolvendo as companhias suspeitas de irregularidades no esquema da Petrobras.
"Esse caso do Comperj nós temos nos debruçado com muito cuidado. A nossa equipe de auditoria tem esmiuçado todos os contratos, porque é uma demonstração cabal do descalabro que tem, infelizmente, tomado conta de alguns setores da nossa administração", disse ele.
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