Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP denuncia ação abusiva da PM em Paraisópolis
"Diante desse caso gravíssimo, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP exige a prioridade máxima das instituições competentes no governo do Estado para que apurem com rigor, modifiquem procedimentos de intervenção policial, para que não se repitam e evitem mais mortes", diz a nota, que condena a ação da PM do governo de João Doria
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Nota da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP – Estarrecedora a notícia de mais uma atuação abusiva da Polícia Militar de São Paulo, que teve como resultado a morte de 9 moradores da comunidade de Paraisópolis, por pisoteamento, durante um baile funk com mais de 5 mil pessoas.
A Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP se solidariza com as famílias das vítimas, que fará todos esforços para que o Estado esclareça as circunstâncias de tão bárbara violência e que levou à essa tragédia.
A violência e as violações nas regiões periféricas são uma constante e caminham passo a passo com a impunidade policial frente aos abusos de autoridades e despreparo nas intervenções em manifestações de massas, políticas, sociais e culturais.
Temos acompanhado vários eventos, agindo como Observadores Institucionais para minimizar conflitos, mediar e dialogar com as forças públicas e manifestantes. Juntamente com a Ouvidoria das Polícias de São Paulo trabalhamos juntos para que as apurações dessas violências sejam feitas com transparência e que não haja impunidade, nesse sentido defendemos que os Inquéritos Policiais Militares (IPM) sejam conduzidos pela Corregedoria da Polícia, o que garantirá a necessária, considerando - se que a maioria, das investigações são hoje conduzidos pelos batalhões a que pertencem os Policiais Militares envolvidos nesses episódios.
Diante desse caso gravíssimo, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP exige a prioridade máxima das instituições competentes no governo do Estado para que apurem com rigor, modifiquem procedimentos de intervenção policial, para que não se repitam e evitem mais mortes.
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