Com codinome 'Nelma', Cabral enfia 'O Pasquim' em sua história de corrupção
"Cabral usou, durante uma década, ao longo de seus dois mandatos no governo do Rio, o codinome Nelma para se comunicar, clandestinamente, por meio da linha de telefone 21-9972-33315, com seus colaboradores", diz reportagem do BR2Pontos; Nelma foi secretária do lendário jornal O Pasquim, dirigido por seu pai Sergio Cabral
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Do Br2Pontos – O ex-governador Sergio Cabral poderia ter poupado desta seu pai, o jornalista, crítico musical e carioca padrão Sergio Cabral. E não apenas ele, mas toda a turma do velho e bom ‘O Pasquim’ – o tablóide que se tornou fenômeno de vendas e leitura, na virada dos anos 60-70, ao usar as armas do humor, do desenho e da crítica inteligente contra a ditadura militar.
Acima, capa do Pasquim com os profissionais que foram presos pela ditadura militar. Sergio Cabral, pai, está de camisa preta, ao lado de Paulo Francis e atrás do cartunista Fortuna (o primeiro na cena)
Como revela hoje, em O Globo, o jornalista José Casado, Cabral usou, durante uma década, ao longo de seus dois mandatos no governo do Rio, o codinome Nelma para se comunicar, clandestinamente, por meio da linha de telefone 21-9972-33315, com seus colaboradores.
Procuradores apuraram que este número recebeu mais de 500 ligações de executivos do governo e empreiteiros, nas quais Cabral combinava pagamentos de propinas e, também, viagens a Paris e outros compromissos. As investigações descobriram que o telefone registrado em nome de Nelma de Sá Saraca era, na verdade, do próprio Cabral. A personagem foi inventada pelo então governador brincalhão e, suspeita-se fortemente, corrupto.
Já houve, porém, na história recente do Rio, uma Nelma verdadeira e famosa – e por motivos bem mais honestos. Nelma Quadros era a secretária da redação de O Pasquim, sempre citada nas crônicas feitas pela turma que reunia de Tarso de Castro a Ziraldo, Jaguar e Henfil, e, também, Sérgio Cabral, o pai, todos eles fundadores do genial hebdomadário.
Sempre chamada de Dona Nelma, a secretária resolvia todas as dificuldades da redação que ficava na Ladeira Saint Roman, na zona sul carioca. Uma heroína cantada em prosa e verso. Uma santa personagem que, mais tarde, morreu vitimada pelo tétano.
Leia a íntegra no BR2Pontos.
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