Com avanço da Covid-19, Ribeirão Preto terá lockdown a partir de quinta
As medidas da prefeitura são mais rígidas que as impostas pelo governador João Doria (SP). A cidade terá os serviços considerados não essenciais fechados e as pessoas terão circulação restringida pelo poder público
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247 - O prefeito de Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira (PSDB), decretou lockdown nesta terça-feira, 16. Por ao menos cinco dias, a cidade terá os serviços considerados não essenciais fechados e as pessoas terão circulação restringida pelo poder público. Segundo a prefeitura, a situação em Ribeirão Preto está próxima de um colapso nos sistemas público e particular de saúde diante do avanço da Covid-19.
As medidas passam a valer a partir de quinta-feira, 17, e as restrições devem se estender pelo menos até domingo, 21. As medidas da prefeitura são mais rígidas que as impostas pelo governador João Doria (SP), pela fase emergencial decretada pelo governo do estado.
Com o lockdown de Nogueira, serviços que sob a política do governo estadual poderiam funcionar com atendimento ao público, como supermercados, padarias e oficinas mecânicas, só poderão operar por delivery. Também estará suspenso o transporte nos ônibus e a maior parte dos atendimentos nas unidades de saúde, oferecidos pela prefeitura.
O portal G1 informou que, “pouco depois do anúncio, mercados da cidade começaram a registrar filas”.
Duarte Nogueira informou que os municípios integrantes da região metropolitana receberão as mesmas orientações. "Eu vou encaminhar para todos os prefeitos da nossa região metropolitana as medidas que estamos tomando aqui. E, pelo que pude conversar com a maioria deles, a intenção é acompanhar o município sede da região metropolitana em função do pré-colapso da estrutura hospitalar e assistencial", disse.
Avanço da Covid-19 em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, seis dos dez (60%) hospitais que atendem pacientes graves do novo coronavírus estão com 100% de ocupação nesta terça. Segundo dados do secretário municipal de Saúde, Sandro Scarpelini, as 82 mortes registradas em 15 dias do mês de março já são mais da metade das registradas em fevereiro, 139.
Ainda, o número máximo de pacientes internados, de 243, é 26,5% maior do que em relação ao ano passado, com 192.
"Nessa situação a gente não consegue garantir assistência para todos de uma maneira rápida como tem sido a proposta desde o começo dessa pandemia. Estamos no limite, muito tênue, situação muito perigosa. Estamos em uma situação de pré-colapso do sistema de saúde", afirmou Scarpelini.
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