Co-deputado pede ao MP o fechamento de escolas e igrejas em SP

“É um absurdo que neste cenário de risco à vida, igrejas e colégios funcionem como se nada estivesse acontecendo”, relata o co-deputado Jesus dos Santos (PDT), da Mandata Ativista

Co-deputado Jesus dos Santos (PDT-SP)
Co-deputado Jesus dos Santos (PDT-SP) (Foto: Reprodução)


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247 - O co-deputado Jesus dos Santos (PDT), da Mandata Ativista, protocolou nesta quinta-feira (4) um documento no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pedindo o fechamento de igrejas e templos religiosos, além da suspensão de aulas presenciais.

Os últimos dias têm sido os piores da pandemia do coronavírus (Covid-19) em todo o país, com mortes pela doença chegando a quase 2 mil em um período de 24h. Além disso, os hospitais do estado estão com leitos lotados e já sinalizam que podem colapsar nos próximos dias.

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Nesta terça, o governo de São Paulo definiu que o Estado voltará para a Fase Vermelha (a mais restritiva) do Plano São Paulo a partir de sábado (6), porém o governador João Doria (PSDB) resolveu manter o funcionamento de templos religiosos e das aulas presenciais.

“É um absurdo que neste cenário de risco à vida, igrejas e colégios funcionem como se nada estivesse acontecendo”, relata o co-deputado, que continua:

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“Atualmente, o cenário atual é pior desde o início da pandemia [março], mas mesmo assim o nosso governo não está tratando com a mesma seriedade como foi no ano passado, quando houve o fechamento de tudo que não era essencial, incluindo escolas e igrejas”.

A Fase Vermelha é a maior restrição do Plano São Paulo. Ele prevê o fechamento de todos os serviços que não são essenciais de acordo com a gestão estadual, sendo eles:

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• Hospitais;

• Clínicas e farmácias;

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• Clinicas veterinárias e lojas de petshop;

• Bancas de Jornal;

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• Padarias (sem o consumo interno);

• Mercados e açougues;

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• Postos de gasolina;

• Transporte coletivo;

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• Lojas de conivência;

• Correios;

• Hotéis;

• Lavanderias;

• Igrejas; e

• Escolas.

Para Jesus dos Santos, manter templos religiosos e escolas e fechar outros locais, como a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) é incoerente: “O Plano São Paulo define o fechamento da ALESP, ou seja, mantém as igrejas abertas, mas fecha o local que define as leis e organiza a vida em sociedade, um absurdo!”.

Vale destacar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as igrejas e templos religiosos são locais que facilitam o contagio do vírus, algo que, neste momento atual, precisa ser evitado para não colapsar o sistema de saúde.

Dados alarmantes

Os últimos dados do Ministério da Saúde revelaram que, somente nas últimas 24h, foram registradas 1.910 mortes causadas pelo coronavírus. Esse recorde negativo superou o do dia anterior, quando haviam contabilizados 1.726 óbitos.

“A cada dia que passa somos surpreendidos por um outro recorde negativo”, destaca o co-deputado, que clama: “Se faz necessário frear esse avanço da doença, são quase 2 mil mortes diárias, são milhares de famílias chorando todos os dias. O cenário é de terror”.

Brasil terminará de imunizar a população em 2024

No ritmo atual, o Brasil só conseguira vacinar todos os brasileiros até meados de 2024, a previsão é do portal Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até o momento, foram vacinados 3,47% da população, que significa 7,3 milhões de pessoas.

Segundo o vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fiocruz, Christovam Barcellos, há duas dificuldades que impede que avance a vacinação em massa:

- Pouca reserva de vacinas para aplicação da segunda dose; 

- Problemas de logística na distribuição.

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