Cláudio Castro defende polícia na chacina do Jacarezinho, que matou 27 moradores
O governador do Rio disse que a reação dos "bandidos" à chegada da polícia foi "brutal", justificando o massacre. "O governo do estado é o maior interessado em apurar as circunstâncias dos fatos", acrescentou.
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247 - Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (7), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), defendeu a ação da polícia na favela do Jacarezinho, que terminou em uma verdadeira chacina, matando 27 pessoas e deixando um policial morto. Moradores do Jacarezinho realizaram protestos contra o massacre.
Castro afirmou que a reação dos "bandidos" foi brutal e que em nenhum lugar do mundo a polícia é recebida com fuziz e granadas. Ele ainda disse que o estado do Rio é o maior interessado em apurar os fatos.
"Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a operação de ontem, realizada pela Polícia Civil, foi o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça. Foram dez meses de trabalho de investigação que revelaram a rotina de terror e humilhação que o tráfico impôs aos moradores. Crianças eram aliciadas e cooptadas para o crime. Famílias inteiras eram expulsas de suas casas e mortas. A reação dos bandidos foi a mais brutal registrada nos últimos tempos. Armas de guerra prontas para repelir a ação do estado e evitar as prisões a qualquer custo", falou.
"Hoje conversei com um procurador geral da república, o doutor Augusto Aras, com o ministro do Supremo Tribunal Federal, doutor Edson Fachin, com o procurador geral de justiça do Rio doutor Luciano Matos e com o defensor Público doutor Rodrigo Pacheco. Tenho certeza, o governo do estado é o maior interessado em apurar as circunstâncias dos fatos", acrescentou.
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