Chico Alencar: Solução para crise é democratizar

Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) defende que a “a solução profunda para a nossa crise — a do desinvestimento, do desemprego, da degradação política, da insuficiência dos projetos sociais, do roubo geral e quase irrestrito — é a democratização”; “Só a democratização substantiva das relações na sociedade brasileira nos abrirá perspectivas de futuro”, afirma; ele cita ainda a política institucional, “que precisa desfilar novas formas, sem as máscaras da demagogia, da corrupção e da hipocrisia: que os partidos sejam desprivatizados e todas as instituições de poder se tornem transparentes, controladas socialmente”

Bras�lia - Entrevista coletiva do deputado, Chico Alencar (Valter Campanato/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - Entrevista coletiva do deputado, Chico Alencar (Valter Campanato/Ag�ncia Brasil) (Foto: Roberta Namour)


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247 – Em artigo, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) defende que a “a solução profunda para a nossa crise — a do desinvestimento, do desemprego, da degradação política, da insuficiência dos projetos sociais, do roubo geral e quase irrestrito — é a democratização”. “Só a democratização substantiva das relações na sociedade brasileira nos abrirá perspectivas de futuro”, afirma.

Ele cita ainda a política institucional, “que precisa desfilar novas formas, sem as máscaras da demagogia, da corrupção e da hipocrisia: que os partidos sejam desprivatizados e todas as instituições de poder se tornem transparentes, controladas socialmente”.

Leia abaixo:

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Democracia na avenida

A crise faz com que alguns considerem que nem deveria haver carnaval! Mas, além da boa permanência dessa festa popular, há uma metáfora possível, para animar até quem não é renitente folião: na esburacada passarela Brasil, a Unidos da Democratização pede passagem.

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Ouso afirmar que a solução profunda para a nossa crise — a do desinvestimento, do desemprego, da degradação política, da insuficiência dos projetos sociais, do roubo geral e quase irrestrito — é a democratização. Só a democratização substantiva das relações na sociedade brasileira nos abrirá perspectivas de futuro.

O sapateiro português Zé Pereira foi o pioneiro dos blocos do carnaval carioca, em meados do século XIX. Inspirome em um outro patrício, nosso contemporâneo, que “bate o bumbo” da democracia radical, representativa, participativa e direta: o sociólogo Boaventura de Sousa Santos. Sua entrevista para o especial Utopias do jornal português “Público”, de 10 de janeiro, é instigante.

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Coloco pitada brasileira ao comparar a necessária democratização com uma escola de samba. A “evolução” da democracia se daria em várias alas, formando um conjunto harmonioso, com enredo republicano.

Que o abre- alas seja a democratização das relações pessoais: democracia começa em casa, entre parceiros que vivem sob o mesmo teto, pais e filhos. Quem pratica autoritarismo ali vai desbordá- lo para toda a vida social.

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Que venha, na contracorrente do “cada um por si”, a democracia no campo comunitário, nas relações de vizinhança, em torno da defesa dos equipamentos comunitários para ruas e bairros.

Sendo o trabalho o provedor da existência, que nos espaços de produção, na organização das empresas, nas relações entre capital e a mão de obra haja democracia, e não imposição e exploração. A política institucional precisa desfilar novas formas, sem as máscaras da demagogia, da corrupção e da hipocrisia: que os partidos sejam desprivatizados e todas as instituições de poder se tornem transparentes, controladas socialmente.

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As comunicações, na era da internet, devem realizar sua plena vocação: socializar as informações, bem além dos monopólios. Há de se compor uma ala da política internacional, que democratize as relações entre as nações, para superar as históricas desigualdades entre países “centrais” e “periféricos”.

Por fim, que se feche o desfile com o que só agora começamos a descobrir: somos irmãos de tudo que tem patas, asas e raízes. O cuidado com a nossa casa comum há de ser celebrado, e já tem as bênçãos do Papa Francisco. Na “Laudato Si” ele diz que “todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus. O solo, a água, as montanhas, tudo é carícia de Deus”. Dá samba!

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Mas a Unidos da Democratização será uma escola diferente: só fará desfile campeão se a arquibancada descer e se integrar, rompendo o cordão de isolamento.

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