Chefe de gabinete da Seeduc pede demissão

O chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), Caio Castro Lima, pediu exoneração do cargo pouco depois de ser hostilizado durante o anúncio da desocupação do colégio Prefeito Mendes Moraes, na Ilha do Governador; ele disse que se sentiu desrespeitado ao ser chamado de "fascista" por uma professora grevista; Castro respondeu mandando-a "calar a boca" com o dedo em riste; outros docentes reagiram e os alunos também passaram a hostilizar o dirigente; ele afirmou não ter "clima para continuar" no cargo  

O chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), Caio Castro Lima, pediu exoneração do cargo pouco depois de ser hostilizado durante o anúncio da desocupação do colégio Prefeito Mendes Moraes, na Ilha do Governador; ele disse que se sentiu desrespeitado ao ser chamado de "fascista" por uma professora grevista; Castro respondeu mandando-a "calar a boca" com o dedo em riste; outros docentes reagiram e os alunos também passaram a hostilizar o dirigente; ele afirmou não ter "clima para continuar" no cargo
 
O chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), Caio Castro Lima, pediu exoneração do cargo pouco depois de ser hostilizado durante o anúncio da desocupação do colégio Prefeito Mendes Moraes, na Ilha do Governador; ele disse que se sentiu desrespeitado ao ser chamado de "fascista" por uma professora grevista; Castro respondeu mandando-a "calar a boca" com o dedo em riste; outros docentes reagiram e os alunos também passaram a hostilizar o dirigente; ele afirmou não ter "clima para continuar" no cargo   (Foto: Leonardo Lucena)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Rio 247, com Agência Brasil - O chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), Caio Castro Lima, pediu, nesta segunda-feira (16), exoneração do cargo pouco depois de ser hostilizado durante o anúncio da desocupação do colégio Prefeito Mendes Moraes, na Ilha do Governador. Ele disse que se sentiu desrespeitado ao ser chamado de "fascista" por uma professora grevista. Castro respondeu mandando-a "calar a boca" com o dedo em riste. Outros docentes reagiram e os alunos também passaram a hostiliza o dirigente.

A confusão aconteceu depois que o servidor foi ironizado ao afirmar que a Seeduc não era a favor do movimento de desocupação, denominado "Desocupa Já". Professores gritavam que o ex-chefe de gabinete havia publicado informações pró-Desocupa em redes sociais, assim como a página oficial da pasta. Ele confirmou a autoria, mas negou que tenha incentivado o movimento.

"Sem violência, eu escrevi. A Justiça não deixa reintegrar a posse, o Ministério Público e a Defensoria Pública são a favor das ocupações. Tudo bem, é da democracia. Mas o outro lado faz o que? Fica sem aula? Fica 56 dias sem aula? Que mundo é esse em que os valores estão invertidos?", questionou. "Não incentivamos o Ocupa nem o Desocupa, apenas noticiamos acontecimentos quanto um ou outro. A Seeduc recebe pais e alunos que querem desocupação a todo o momento", complementou.

continua após o anúncio

Desdobramentos

O chefe de gabinete declarou que a confusão afeta bastante a relação da Seeduc com os alunos do Mendes de Moraes. “Não tenha dúvida que afeta. Eu me dispus a vir aqui sozinho, de peito aberto, para participar do anúncio e sou recebido assim. A sociedade tem que ver isso e analisar se, de fato, é isso que se quer”, disse, com relação ao movimento. A professora envolvida na confusão recusou-se a falar com a imprensa.

continua após o anúncio

O aluno do Mendes de Moraes, João Victor da Silva, que cursa o 3° ano do ensino médio na unidade, repudiou a atitude de Caio Castro e disse que o episódio ilustra o “baixo nível” da secretaria. “Nunca que ele vai mandar um professor calar a boca dentro da escola. Isso mostra o baixo nível que é a Secretaria de Educação. Eles acham que temos medo deles, mas eles que tem que nos temer. Mostramos com a ocupação do que somos capazes. Temos o poder de pensarmos sozinhos e tomarmos nossas atitudes seguindo o que acreditamos”, disse.

Vitórias

continua após o anúncio

Com relação à desocupação, antes da confusão João Victor havia comunicado que o movimento se retira do colégio pela quantidade de pautas atendidas pela Secretaria de Educação, mas não deixa de participar da luta dos outros colégios ainda ocupados.

“Estamos desocupando com muita alegria porque podemos passar o nosso poder de organizar, agir,etc. Foram 56 dias de muita resistência, mesmo debaixo de ataques de todos os lados. Grande parte das nossas pautas foi atendida e isso é uma grande vitória. O Mendes foi a chave que abriu a porta para o restante da luta e seria injusto abandonarmos essa causa. Saímos daqui, mas continuamos com os nossos irmãos nas outras escolas”, garantiu.

continua após o anúncio

João Victor revelou que a secretaria estabelecerá uma comissão de visitas em cada escola que foi ocupada para analisar o que cada unidade precisa, além de um documento expedido pelo órgão garantindo as reformas. Cada colégio receberá R$ 15 mil para essas obras emergenciais. “É um valor miserável, concedido com muita má vontade pela secretaria. Mas foi o que conseguimos com muito suor e luta”, disse o estudante.

Além disso, outras conquistas dos alunos foram a exoneração do diretor do Mendes de Moraes, Marcos Madeira, fim do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj) e a reunião da secretaria com os representantes dos 68 colégios ocupados pelo movimento.

continua após o anúncio

 

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247