Caso Moïse: Justiça vê condição análoga à escravidão em quiosques e pede pagamentos de R$ 6 milhões à família do congolês

O MPT-RJ informou, por exemplo, que o quiosque onde trabalhava o congolês Moïse Kabamgabe, assassinado, fazia restrição no fornecimento de água

Moïse Kabamgabe, jovem congolês espancado até a morte
Moïse Kabamgabe, jovem congolês espancado até a morte (Foto: Reprodução)


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247 - O Ministério Público do Trabalho do Rio (MPT-RJ) ingressou com uma ação na Justiça Trabalhista contra os quiosques Biruta e Tropicália, na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do município do Rio. São estabelecimentos onde trabalhava e morreu, respectivamente, o congolês Moïse Kabamgabe, espancado e assassinado na noite do dia 24 de janeiro, após cobrar dívidas de trabalho.  

Procuradores afirmaram que os dois locais submetiam o africano e outros prestadores de serviço a condições análogas a de escravidão, de acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (24) pelo jornal O Globo. O MPT-RJ informou que, segundo as investigações, os garçons dos quiosques trabalhavam de 10 a 12 horas por dia sem o fornecimento de água e alimentação. 

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De acordo com o órgão, trabalhadores tinham restrições de acesso ao banheiro, não tinham equipamentos de proteção individuais básicos, como óculos de sol, protetor solar, boné e camiseta com proteção UV. Funcionários ficavam expostos a problemas de saúde como imunodepressão e câncer de pele.

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