Casal testemunha de espancamento contra Moïse relata que criminosos mentiram: "estava roubando aqui, vamos dar um corretivo"
A mulher relatou ainda ter pedido ajuda a dois guardas municipais —que não foram checar as agressões
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247 - Um casal de namorados relatou à Polícia Civil do Rio de Janeiro ter testemunhado parte da sessão de espancamento que terminou com a morte do congolês Moïse Kabagambe, 24. Eles contaram que, ao tentar intervir, ouviram de um dos envolvidos no crime: "Nem olha, ele estava roubando aqui, a gente quer dar um corretivo". A reportagem é do portal UOL.
A mulher relatou ter pedido ajuda a dois guardas municipais —que não foram checar as agressões. O casal prestou depoimento na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na última terça-feira (1º). Moïse foi espancado com um taco de beisebol até a morte por três homens —eles estão presos por suspeita de homicídio duplamente qualificado (impossibilidade de defesa e meio cruel).
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Não há qualquer registro de que o congolês estivesse praticando roubos na região. A família de Moïse diz que ele foi ao quiosque Tropicália para cobrar R$ 200 em diárias de trabalho devidas.
Ao relatar o que aconteceu na noite de 24 de janeiro, a testemunha, cuja identidade será preservada pela reportagem, contou que saiu da areia para pegar um refrigerante no quiosque Tropicália quando viu Moïse sendo espancado.
Neste momento, diz a testemunha, uma funcionária estava muito nervosa e disse a ela já ter pedido para que os homens parassem de agredir Moïse. Essa funcionária ainda não foi identificada no inquérito policial ao qual o UOL teve acesso.
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