Carlos Lupi diz que Freixo seria recebido no PDT com tapete vermelho e cafezinho
"No dia que ele vier, vou estender o tapete vermelho e vou para a cozinha fazer o café", disse o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, sobre as especulações de que o deputado Marcelo Freixo (RJ) pretende deixar o PSOL
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247 - O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, manifestou apoiou ao deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), depois de alguns parlamentares da sigla pessolista admitirem que viram os recentes posicionamentos do congressista como um sinal de insatisfação e, por consequência, um aumento da possibilidade de ele deixar o partido. Freixo defendeu alianças no estado do Rio até mesmo com o DEM, atualmente na base de Jair Bolsonaro, para derrotar uma eventual candidatura bolsonarista.
"No dia que ele vier, vou estender o tapete vermelho e vou para a cozinha fazer o café", disse Lupi em referência à possibilidade de Freixo ir para o PDT, do ex-ministro Ciro Gomes (CE), principal nome do partido para disputar a eleição presidencial de 2022. Os relatos de Lupi foram publicados pela coluna Painel.
"Não tem acordo nesse sentido [para que migre para o PDT]. Acho que ele tem muito desconforto e divergências de opinião no PSOL. Mas essa questão de partido político é muito pessoal", afirmou o presidente da legenda pedetista. "Baita quadro, excelente, nome preparado, tem grande legitimidade popular. Mas depende mais dele do que de mim", complementou.
O pedetista aproveitou para dizer que "o Rio de Janeiro vem de três destruições". "Governadores denunciados, presos. Isso nos obriga a ter no Rio uma prioridade especial. E temos trabalhado muito na construção de uma frente de centro-esquerda, a mais ampla que conseguirmos, falando com PT, PSB, com o Rodrigo Maia. A questão do nome vai ficar para um segundo momento. E o Freixo vai ser um dos protagonistas", afirmou.
Declarações de Freixo
Questionado pelo jornal Folha de S.Paulo se pensa em concorrer ao governo do Rio em 2022, Freixo disse que "a gente precisa ter um projeto político para o Rio". "O próprio [prefeito] Eduardo Paes, o próprio [ex-presidente da Câmara] Rodrigo Maia. Tem uma construção de um diálogo amplo para a gente criar uma força democrática no Rio de Janeiro. Eu estou colocando meu nome à disposição desse debate", afirmou.
Em outra entrevista, concedida à TV Democracia, Freixo fez críticas ao que chamou de "negacionismo de esquerda". "Uma coisa muito ruim é negacionismo também da esquerda. Se a gente ataca o negacionismo da direita, existe sim o negacionismo da esquerda. Não adianta fingir que não houve problema", disse.
Pessolista discorda
Em reação ao posicionamento de Freixo, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) afirmou ser contrário à possibilidade de aliança do partido com o DEM, do prefeito do Rio, Eduardo Paes.
"Eduardo Paes se projetou na política derrubando moradia de pessoas pobres. Até hoje, ele faz 'piada' como demolidor de casas. É aliado de Rodrigo Maia, articulador do desmonte da previdência e de leis trabalhistas", disse.
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