Carlos Bolsonaro relatou à polícia discussão com assessor de Marielle
Vereador relatou, em depoimento, que teve uma discussão com um assessor da vereadora Marielle Franco na Câmara Municipal do Rio. Seu pai, Jair Bolsonaro, foi citado por um dos suspeitos do crime
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247 - O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) relatou, em depoimento à Polícia Civil, que teve uma discussão com um assessor da vereadora da Marielle Franco (PSOL), no corredor do nono andar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A informação é do Portal UOL.
No dia 26 de abril do ano passado, pouco mais de um mês após o crime, Carlos Bolsonaro prestou depoimento ao delegado Giniton Lages, então titular da DH da Capital (Delegacia de Homicídios do Rio).
Os gabinetes de Carlos e Marielle eram vizinhos no nono andar da Câmara. Em seu depoimento, o vereador afirmou que um assessor da psolista dava entrevista a uma emissora espanhola e o chamou de "fascista" quando ele passava pelo corredor.
Carlos declarou que questionou o funcionário sobre o motivo da agressão verbal. Ainda segundo o vereador, a própria Marielle "intercedeu para acalmar os ânimos, encerrando a discussão". Ele não informou a data em que o bate-boca aconteceu.
Dias antes do depoimento de Carlos Bolsonaro, duas colaboradoras do gabinete de Marielle Franco relataram à polícia o que sabiam sobre o bate-boca.
No dia 17 de abril de 2018, uma delas afirmou "que houve um desentendimento entre Carlos Bolsonaro e um dos assessores de Marielle, onde Marielle interviu [sic] amenizando e resolvendo o fato na época". A depoente, que colaborava para o gabinete da vereadora do PSOL, disse ainda não se recordar da data do fato.
No dia seguinte, outra colaboradora de Marielle prestou depoimento. Ela fazia parte do grupo de trabalho criado por Marielle para a causa de gênero e deu informações diferentes do vereador sobre o motivo da discussão.
"Se recorda que uma pessoa ligada a Carlos Bolsonaro, o qual se encontrava em seu gabinete, fez uns comentários desrespeitosos para um dos assessores de Marielle, tendo se iniciado uma pequena confusão, em seguida Marielle e o próprio Carlos Bolsonaro acabaram intercedendo, com a finalidade de acalmar os ânimos exaltados".
A edição de ontem do Jornal Nacional, da TV Globo, divulgou uma menção nominal ao presidente no inquérito do duplo homicídio da vereadora e do motorista dela, Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018.
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