Carlos Bolsonaro ironiza seguranças armados de Freixo e toma invertida de viúva de Marielle Franco
O vereador Carlos Bolsonaro ironizou o fato de o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) ser contra o armamento da população e ao mesmo tempo andar com seguranças armados. Viúva de Marielle Franco, a vereadora eleita Monica Benício (PSOL-RJ) respondeu. "Talvez seja porque ele é ameaçado de morte por grupos que sua família sempre defendeu e segue defendendo"
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247 - A vereadora eleita Monica Benício (PSOL-RJ), viúva de Marielle Franco, deu invertida no vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que publicou uma imagem no Twitter ironizando o fato de o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) ter seguranças armados.
Na imagem postada pelo filho de Jair Bolsonaro está escrito: "o deputado que é contra o armamento legal do cidadão de bem é o mesmo que anda com seguranças armados para defendê-lo".
Monica Benício respondeu. "Talvez seja porque ele é ameaçado de morte por grupos que sua família sempre defendeu e segue defendendo".
Carlos também levou resposta do próprio deputado: "sua família e milicianos vieram do mesmo esgoto".
Freixo tem proteção policial desde 2008 após receber inúmeras ameaças concretas de morte por ter presidido a CPI das Milícias. No dia 12 de dezembro de 2018, a Polícia Civil interceptou nesta quarta (12) um plano de milicianos que pretendiam matar o pessolista, que na época era deputado estadual.
Segundo o jornal O Globo, a ideia seria assassinar o parlamentar no dia 15 daquele mês, durante um evento em Campo Grande, bairro da zona oeste do Rio. Freixo teria um encontro com professores da rede particular e militantes no sindicato da categoria (Sinpro) para apresentar o partido e debater sobre a conjuntura política do país e do estado.
A equipe do pessolista cancelou o evento após receber um comunicado do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública informando sobre o plano. Também receberam o alerta policiais civis, militares e do Ministério Público estadual.
Em março daquele ano (2018), a então vereadora Marielle Franco (PSOL) foi assassinada pelo crime organizado. Assim como o companheiro de partido, ela denunciava a violência policial e a atuação de milícias nas favelas da capital fluminense. Os criminosos perseguiram o carro dela por cerca de três quilômetros e efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras, na região central do Rio.
Em março de 2019 policiais prenderam dois suspeitos de serem os assassinos de Marielle: o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz. O primeiro é acusado de ter feito os disparos e o segundo de dirigir o carro que perseguiu a parlamentar. Lessa morava no mesmo condomínio de Bolsonaro. Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos havia postado no Facebook uma foto ao lado de Jair Bolsonaro. Na foto, o rosto de Bolsonaro está cortado.
Também no mês de março, em 2020, a 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro se pronunciou pela ida de ambos (Lessa e Élcio) para um júri popular.
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