Caetano Veloso lamenta morte de congolês: "refugiado da violência encontra violência no Brasil"
,"Que o nome do Quiosque seja Tropicália aprofunda, para mim, a dor de constatar que um refugiado da violência encontra violência no Brasil", disse
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247 - O cantor Caetano Velosousou as redes sociais para se manifestar sobre a morte brutal do congolês de Moïse Mujenyi Kabagambe, na Barra da Tijuca.
"Chorei hoje lendo sobre o assassinato de Moïse Mujenyi Kabagambe num quiosque na Barra da Tijuca. Que o nome do Quiosque seja Tropicália aprofunda, para mim, a dor de constatar que um refugiado da violência encontra violência no Brasil", escreveu.
A Tropicália foi um movimento cultural brasileiro da década de 1960, que envolveu música, cinema, teatro e poesia. O disco Tropicalia ou Panis et Circencis, de 1968, com a participação Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes e Tom Zé, é um fiel representante do movimento.
“Para mim e certamente para Gilberto Gil, Capinam, Rita Lee, Tom Zé, Sérgio Dias, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Julio Medaglia, Manuel Barenbein… E fere a memória de Rogério Duprat, Torquato Neto, Nara Leão, Guilherme Araújo… Sobretudo a de Hélio Oiticica, que criou o termo. Tenho certeza de que a família Oiticica está comigo nessa amarga revolta. O Brasil não pode ser o que há de mesquinho e desumano em sua formação”, acrescentou.
Três homens foram presos nesta terça-feira (1) pelo espancamento que levou à morte do congolês Moïse Kabamgabe. Eles devem responder por homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de defesa e meio cruel.
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