Cabral usava iate em nome de laranja
O depoimento de um marinheiro à operação Calicute, que investiga corrupção em obras no Rio e levou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), reforça uma convicção que os agentes já tinham: o iate Manhattan, que custou R$ 5 milhões, pertence ao peemedebista, embora oficialmente esteja em nome da empresa MPG Participações, de Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves (ex-assessor de Cabral); embarcação, que era usada por Cabral e sua família, foi apreendida pela Polícia Federal na última quinta-feira
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Rio 247 - O depoimento de um marinheiro à operação Calicute, que investiga corrupção em obras no Rio e levou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), reforça uma convicção que os agentes já tinham: o iate Manhattan,que custou R$ 5 milhões, pertence ao peemedebista, embora oficialmente esteja em nome da empresa MPG Participações, de Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves (ex-assessor de Cabral). A embarcação, que era usada por Cabral e sua família, foi apreendida pela Polícia Federal na última quinta-feira.
As informações são de O Globo.
"Francisco José Sidney de Oliveira, identificado como marinheiro que a pilota, contou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que a “Manhattan” era usada de fato por Cabral e família.
Paulo Fernando é uma das nove pessoas presas com Cabral na quinta-feira, por envolvimento no esquema que teria desviado R$ 224 milhões dos cofres do governo estadual. Ele é acusado de ser um dos laranjas do ex-governador. Em resposta a um pedido do Ministério Público, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, ampliou em mais cinco dias a prisão temporária do ex-assessor, que está em Bangu 8.
O marinheiro Francisco José revelou que, devido ao tamanho (75 pés correspondem a quase 24 metros) e da profundidade, o iate ficava ancorado no Marina Verolme, em Mangaratiba. De lá, deslocava-se até o condomínio Portobello (onde a família de Cabral tem casa), quando o ex-governador o acionava pelo telefone. As ligações eram feitas por Cabral ao marinheiro, sem passar por Paulo Fernando, segundo o depoimento.
A presença frequente da “Manhattan” no cais do ex-governador foi confirmada à PF por um funcionário do Portobello, Alessandro Neves Lopes. Ele acrescentou que, além de usar o iate, Cabral mantinha no local um jetsky e uma embarcação de pequeno porte.
A lancha “Manhatan”, antiga “Queen Helen”, foi comprada pela MPG Participações, por R$ 5 milhões, em setembro de 2007, primeiro ano do governo Cabral, segundo documento registrado em cartório marítimo. As investigações ainda encontraram um helicóptero, prefixo PP-MOE, registrado em nome da empresa. A aeronave foi vendida em setembro de 2015 para uma empresa situada em Delaware, nos EUA."
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