Cabral tinha R$ 220 mil em propina para gastos pessoais, diz ex-assessora

A ex-secretária e ex-assessora do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) Sonia Ferreira Baptista afirmou que o peemedebista tinha gastos mensais de cerca de R$ 220 mil, incluindo despesas com funcionários,condomínio, médicos, seguro de carros e outras; segundo ela, esses pagamentos de Cabral e da família de seu primeiro casamento eram quitados por Carlos Miranda, que a Procuradoria chama de Homem da Mala, e Luiz Carlos Bezerra, outro acusado de ser operador financeiro de Cabral e que também é réu na Operação Calicute

Rio de Janeiro; 31-07-2013; Governador Sérgio Cabral na inauguração do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer; fotógrafo:Bruno Itan
Rio de Janeiro; 31-07-2013; Governador Sérgio Cabral na inauguração do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer; fotógrafo:Bruno Itan (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - A ex-secretária e ex-assessora do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) Sonia Ferreira Baptista afirmou que o peemedebista tinha gastos mensais de cerca de R$ 220 mil, incluindo despesas com funcionários,condomínio, médicos, seguro de carros e outras. Segundo ela, esses pagamentos de Cabral e da família de seu primeiro casamento eram quitados por Carlos Miranda, que a Procuradoria chama de Homem da Mala, e Luiz Carlos Bezerra, outro acusado de ser operador financeiro de Cabral e que também é réu na Operação Calicute. Cabral, que está preso, é acusado de liderar um grupo que desviou cerca de R$ 224 milhões em contratos com diversas empreiteiras, dos quais R$ 30 milhões referentes a obras tocadas pela Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia. Atualmente, o político está no segundo casamento e sua atual mulher, Adriana Ancelmo, está detida. 

Em depoimento à Polícia Federal (PF), Sonia não citou os nomes de nenhum dos filhos do peemedebista e nem faz acusação a seus familiares, mas disse que Miranda cuidava dos pagamentos. “Que não gerenciava valores, mas apenas fazia uma relação de gastos e encaminhava para Carlos Miranda para que o mesmo pudesse fazer os pagamentos necessários”, relatou Sonia à PF.

A ex-assessoria afirmou ter entrado como sócia na empresa de consultoria Gralc por iniciativa de Miranda, dono da companhia. Com apenas 1% na sociedade, Sonia disse que nunca recebeu remuneração alguma por seu papel na empresa, mas que as “contas pessoais de Sérgio Cabral eram levadas até Carlos Miranda na sede da empresa Gralc para pagamento”.

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Com um funcionário e criada quando Cabral chegou ao governo estadual, a Gralc recebeu R$ 13 milhões por supostas consultorias entre 2007 e 2014, muitos dos pagamentos vindos de empresas que os investigadores suspeitam ser de fachada.

Miranda foi citado por ao menos seis delatores como o indicado por Cabral para receber as propinas da ordem de 5% acertadas entre empreiteiros e o então governador. O dinheiro era referente aos contratos de obras milionárias do governo do Rio.

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Sobre Luiz Carlos Bezerra, a ex-secretária disse manter uma relação de “coleguismo” e que costumava encontrá-lo em campanhas políticas de Cabral.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Cabral exigiu propina que giram em torno de R$ 25 milhões à empreiteira Andrade Gutierrez. Os valores saíram de contratos de obras firmados entre o estado e a companhia. O peemedebista é réu por corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha/pertinência à organização criminosa. 

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